Tema 3
MISSÃO VirtuaLIFE: explorar, aprender e imaginar no metaverso
A MISSÃO VirtuaLIFE desafiou-nos a ir mais além: imaginar como seria viver, conviver e aprender num universo paralelo, mergulhar no conceito de metaverso e refletir sobre os seus contributos para o ensino e a aprendizagem em ambientes online.
Embora não tenha participado na visita guiada com o professor António Moreira nem na sessão conduzida pela professora Eliane Schlemmer, tive a oportunidade de explorar, por conta própria, os diferentes espaços da Ilha UNISINOS no Second Life — e a experiência foi surpreendente.
Uma viagem livre por mundos digitais
Ao entrar neste mundo virtual, fui conduzida pela curiosidade. Caminhei por cenários diversos, experienciei a tridimensionalidade dos espaços e interagi com vários elementos digitais. A sensação de presença, mesmo sendo mediada por um avatar, é notável. Poder voar, observar os detalhes arquitetónicos dos ambientes e sentir que o espaço "responde" à nossa presença é algo verdadeiramente envolvente.
Mas a minha viagem não se ficou apenas pela Ilha UNISINOS. Utilizando o sistema de teleporte do Second Life, aventurei-me por outros mundos e espaços culturais, explorando ambientes que recriam tradições, arte, paisagens e modos de vida de diferentes partes do mundo. Cada nova localização abriu janelas para diferentes culturas e perspetivas, num verdadeiro convite à aprendizagem intercultural.
Londres
Itália
Conclusão
Descobertas no Metaverso: A Minha Experiência na MISSÃO VirtualLIFE
A MISSÃO VirtualLIFE foi, sem dúvida, uma experiência marcante e diferente de tudo o que já tinha vivido. Nunca tinha tido a oportunidade de aprender, explorar e interagir num universo paralelo, e esta imersão no Metaverso, mais concretamente através da plataforma Second Life, abriu-me novas perspetivas sobre o que é possível fazer em contextos educativos digitais.
Depois de instalar o programa e criar o meu avatar, comecei a explorar os vários espaços disponíveis neste mundo virtual em 3D. A sensação de "andar por ali", descobrir ambientes, interagir com outros avatares e perceber a lógica destes espaços foi ao mesmo tempo desafiante e entusiasmante. O Second Life revelou-se uma ferramenta com grande potencial para promover a convivência, a colaboração e a aprendizagem em ambientes digitais imersivos.
Infelizmente, não consegui estar presente na sessão síncrona de discussão no espaço do GPe-dU na Ilha UNISINOS, pois coincidiu com uma reunião escolar importante — como diretora, nem sempre é fácil conciliar todos os horários. Também não consegui concluir a tempo o vídeo proposto pelo professor, onde deveríamos apresentar uma metodologia educativa que ligasse o nosso contexto profissional a estas duas realidades geográficas. Apesar disso, registei alguns momentos da minha exploração com capturas de ecrã (prints), como forma de documentar o meu percurso e manter o registo desta primeira incursão no Metaverso.
Participar nesta missão e criar um ambiente virtual de aprendizagem foi uma experiência muito enriquecedora que me abriu os olhos para as muitas possibilidades do metaverso na educação.
Ao longo do processo, percebi o quão importante é ter uma estrutura bem definida e recorrer aos recursos certos. Não basta “estar no digital” — é fundamental pensar pedagogicamente cada passo: desde a escolha de temas relevantes, até à forma como desenhamos atividades práticas e colaborativas que envolvam verdadeiramente os alunos.
Esta experiência fez-me refletir sobre o potencial destes ambientes imersivos para criar aprendizagens mais significativas, motivadoras e ligadas à realidade dos estudantes. E, acima de tudo, reforçou a importância de planear com intencionalidade, promovendo a interação, a criatividade e o pensamento crítico.
O metaverso pode mesmo ser um aliado poderoso no ensino — se soubermos usá-lo com propósito.