Competências a desenvolver
- Analisar o papel das tecnologias emergentes (designadamente da IA) e o seu impacto na aprendizagem e avaliação
- Aprofundar conceitos que sustentam a evolução das perspetivas e práticas de avaliação em articulação com os desafios da IA.
Orientações de Trabalho
1) Indicação da ferramenta de IA que pensa utilizar;
2) Leitura dos textos sobre IA e escolha de um outro em "outros textos", em função dos conceitos que pretenda articular com os desafios da IA;
3) Elaboração do plano do ensaio a realizar, estrutura e ideias chave;
4) Desenvolvimento do ensaio (até 2000 palavras);
5) O ensaio deve apresentar uma secção prévia (750 palavras) que descreve o papel assumido pela ferramenta de IA usada. Indicação dos prompts utilizados e de todo o processo de co-autoria, identificando as principais etapas e a avaliação crítica sobre a dinâmica de trabalho adotada.
6) Partilha dos ensaios no Fórum da Atividade e debate sobre os mesmos
Reflexão pessoal sobre o processo de trabalho
Atividade 3 – Inteligência Artificial e Avaliação
Esta foi, sem dúvida, a atividade que mais me desafiou, tanto a nível pessoal como profissional. A proposta de coautoria com uma ferramenta de inteligência artificial suscitou inicialmente alguma inquietação: como garantir a autenticidade do trabalho? Como preservar a minha voz e pensamento crítico numa produção mediada por um discurso gerado automaticamente? Contudo, com o tempo e a prática, fui ganhando confiança no uso da ferramenta, percebendo que o seu valor reside na forma como a integrarmos no processo criativo, sem abdicar da reflexão e da autonomia.
A escrita do ensaio implicou uma constante autorreflexão: testar diferentes prompts, avaliar a qualidade das respostas, reescrever, ajustar e criticar foram etapas essenciais num processo dinâmico. A IA revelou-se uma parceira de raciocínio, facilitando a organização e enriquecimento das ideias, mas nunca substituindo o meu pensamento crítico, tal como apontam Felix e Webb (2024) na sua análise sobre a utilização da IA na educação e avaliação. Também O'Dea e O'Dea (2023) alertam para a necessidade de um uso consciente e ético destas tecnologias, enfatizando que a IA deve complementar e não substituir as competências humanas no ensino superior.
O trabalho destacou ainda questões importantes sobre a autenticidade e justiça na avaliação mediada por IA, temas abordados por Swiecki et al. (2022), que defendem que, apesar do enorme potencial destas ferramentas para diversificar estratégias avaliativas, é fundamental garantir transparência e equidade. Por outro lado, a reflexão sobre avaliação digital autêntica (Oliveira & Pereira, 2021) e a visão da avaliação como processo de empoderamento e aprendizagem sustentável (Rodríguez-Gómez & Ibarra-Sáiz, 2015; Boud & Soler, 2015) reforçaram a minha convicção de que a avaliação deve ir muito além da mera atribuição de notas, promovendo o desenvolvimento integral do estudante.
Além disso, a partilha dos ensaios no fórum permitiu perceber como cada colega experienciou e integrou a IA de forma diferente, criando um espaço de aprendizagem coletiva e construtiva. Este diálogo ampliou a minha visão sobre as potencialidades e desafios da inteligência artificial na avaliação, evidenciando a importância do equilíbrio entre inovação tecnológica e valores pedagógicos.
Em suma, esta atividade foi um convite à exploração e à reflexão crítica, mostrando que a inteligência artificial, quando utilizada de forma ética e consciente, pode ser uma aliada poderosa para inovar na avaliação educativa, sem perder a dimensão humana que lhe é essencial.

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