sexta-feira, 23 de maio de 2025

Tema 3: Inteligência Artificial e práticas de avaliação

 Competências a desenvolver


  • Analisar o papel das tecnologias emergentes (designadamente da IA) e o seu impacto na aprendizagem e avaliação
  • Aprofundar conceitos que sustentam a evolução das perspetivas e práticas de avaliação em articulação com os desafios da IA.

 

Orientações de Trabalho

1) Indicação da ferramenta de IA que pensa utilizar;

2) Leitura dos textos sobre IA e escolha de um outro em "outros textos", em função dos conceitos que pretenda articular com os desafios da IA;

3) Elaboração do plano do ensaio a realizar, estrutura e ideias chave; 

4) Desenvolvimento do ensaio (até 2000 palavras);

5) O ensaio deve apresentar uma secção prévia (750 palavras) que descreve o papel assumido pela ferramenta de IA usada. Indicação dos prompts utilizados e de todo o processo de co-autoria, identificando as principais etapas e a avaliação crítica sobre a dinâmica de trabalho adotada.

6) Partilha dos ensaios no Fórum da Atividade e debate sobre os mesmos 

Recursos

Textos IA
1. Felix, J.; Webb, L. (2024) Use of artificial intelligence in education delivery and assessment, Post, UK Parliament. https://doi.org/10.58248/PN712
2. O'Dea, X., & O'Dea, M. (2023). Is Artificial Intelligence Really the Next Big Thing in Learning and Teaching in Higher Education? A Conceptual Paper. Journal of University Teaching & Learning Practice, 20(5). https://doi.org/10.53761/1.20.5.05 ;
3. Swiecki, Z; Khosravi, H.; Chen, G.; Martinez-Maldonado, R.; Lodge, J.M.; Milligan, S.; Selwyn, N.; Gašević, D. (2022). Assessment in the age of artificial intelligence. Computers and Education: Artificial Intelligence, Volume 3, https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2666920X22000303?via%3Dihub


Outros Textos:
4. Oliveira, I.; Pereira, A. (2021). Avaliação digital autêntica: questões e desafios. In RE@D – Revista de Educação a Distância e eLearning, 4 (2) : 22-40. https://doi.org/10.34627/vol4iss2pp22-40.
5. Rodríguez-Gómez, G., & Ibarra-Sáiz, M. S.(2015). Assessment as learning and empowerment: Towards sustainable learning in higher education. In M. Peris-Ortiz & J. M.Merigó Lindahl (Eds.), Sustainable learning inhigher education. Developing competencies for the global marketplace (pp. 1–20). Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-319-10804-9_1 ; Versão em espanhol:


6. Boud, D. and Soler, R. (published online 10 Feb 2015). Sustainable assessment revisited, Assessment and Evaluation in Higher Education, DOI: 10.1080/02602938.2015.1018133
(20) (PDF) Sustainable assessment revisited. Available from: https://www.researchgate.net/publication/276855955_Sustainable_assessment_revisited
7. Panadero, E., Jonsson, A., & Strijbos, J. W. (2016). Scaffolding self-regulated learning through self[1]assessment and peer assessment: Guidelines for classroom implementation. In D. Laveault & L. Allal (Eds.), Assessment for Learning: Meeting the challenge of implementation (pp. 311-326). Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-319-39211-0_18 https://www.researchgate.net/publication/305365530_Scaffolding_Self-Regulated_Learning_Through_Self-Assessment_and_Peer_Assessment_Guidelines_for_Classroom_Implementation

Pode ser consultado o ensaio preliminar AQUI

Reflexão pessoal sobre o processo de trabalho 

Atividade 3 – Inteligência Artificial e Avaliação

Esta foi, sem dúvida, a atividade que mais me desafiou, tanto a nível pessoal como profissional. A proposta de coautoria com uma ferramenta de inteligência artificial suscitou inicialmente alguma inquietação: como garantir a autenticidade do trabalho? Como preservar a minha voz e pensamento crítico numa produção mediada por um discurso gerado automaticamente? Contudo, com o tempo e a prática, fui ganhando confiança no uso da ferramenta, percebendo que o seu valor reside na forma como a integrarmos no processo criativo, sem abdicar da reflexão e da autonomia.

A escrita do ensaio implicou uma constante autorreflexão: testar diferentes prompts, avaliar a qualidade das respostas, reescrever, ajustar e criticar foram etapas essenciais num processo dinâmico. A IA revelou-se uma parceira de raciocínio, facilitando a organização e enriquecimento das ideias, mas nunca substituindo o meu pensamento crítico, tal como apontam Felix e Webb (2024) na sua análise sobre a utilização da IA na educação e avaliação. Também O'Dea e O'Dea (2023) alertam para a necessidade de um uso consciente e ético destas tecnologias, enfatizando que a IA deve complementar e não substituir as competências humanas no ensino superior.

O trabalho destacou ainda questões importantes sobre a autenticidade e justiça na avaliação mediada por IA, temas abordados por Swiecki et al. (2022), que defendem que, apesar do enorme potencial destas ferramentas para diversificar estratégias avaliativas, é fundamental garantir transparência e equidade. Por outro lado, a reflexão sobre avaliação digital autêntica (Oliveira & Pereira, 2021) e a visão da avaliação como processo de empoderamento e aprendizagem sustentável (Rodríguez-Gómez & Ibarra-Sáiz, 2015; Boud & Soler, 2015) reforçaram a minha convicção de que a avaliação deve ir muito além da mera atribuição de notas, promovendo o desenvolvimento integral do estudante.

Além disso, a partilha dos ensaios no fórum permitiu perceber como cada colega experienciou e integrou a IA de forma diferente, criando um espaço de aprendizagem coletiva e construtiva. Este diálogo ampliou a minha visão sobre as potencialidades e desafios da inteligência artificial na avaliação, evidenciando a importância do equilíbrio entre inovação tecnológica e valores pedagógicos.

Em suma, esta atividade foi um convite à exploração e à reflexão crítica, mostrando que a inteligência artificial, quando utilizada de forma ética e consciente, pode ser uma aliada poderosa para inovar na avaliação educativa, sem perder a dimensão humana que lhe é essencial.


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