Reflexão pessoal sobre os produtos finais resultantes
O infográfico da Atividade 2 destacou-se por traduzir conhecimento teórico em linguagem clara, acessível e visualmente apelativa — uma competência que se torna cada vez mais indispensável em ambientes digitais, conforme sublinham Amante, Oliveira e Pereira (2017) no seu modelo PrACT, que valoriza a interação e a clareza na comunicação educativa.
A experiência do ensaio na Atividade 3 foi marcante e transformadora. Representou uma mudança de paradigma na minha relação com as tecnologias emergentes, reafirmando, contudo, a centralidade do pensamento crítico, humano e ético na produção de conhecimento, alinhando-se com as ideias de Bearman et al. (2016) sobre a importância do design intencional e fundamentado na avaliação.
Por fim, o plano de avaliação da Atividade 4 destacou-se pela sua aplicabilidade prática. Foi um produto que poderá ser adaptado a diferentes contextos formativos, traduzindo a reflexão sobre os desafios e oportunidades da avaliação digital, tema explorado por Pereira e Oliveira (2022) e complementado pela reflexão crítica sobre o uso das rúbricas (Cano, 2015; Fernandes, 2021; Panadero & Johnson, 2013).
Estes produtos representam, afinal, a materialização de aprendizagens profundas, construídas e partilhadas ao longo do percurso.
Reflexão final sobre a avaliação em contextos de eLearning
Este percurso permitiu-me repensar, de forma crítica e fundamentada, o papel da avaliação em contextos digitais. Aprendi que avaliar no eLearning exige mais do que adaptar instrumentos tradicionais: implica redesenhar práticas que valorizem a aprendizagem ativa, a autonomia dos estudantes, o feedback contínuo e o respeito pela diversidade de ritmos e estilos de aprendizagem (Amante & Oliveira, 2019).
A avaliação online deve ser autêntica, situada e alinhada com os objetivos formativos. Durante o módulo, fui cada vez mais consciente da importância de envolver os estudantes no processo avaliativo, não apenas como destinatários, mas como coconstrutores de critérios, autores de autoavaliações e pares ativos no feedback, conforme salientam os modelos contemporâneos de design avaliativo (Bearman et al., 2016).
A introdução da Inteligência Artificial trouxe uma nova dimensão de reflexão: o seu potencial para personalizar e apoiar a avaliação é enorme, mas requer um uso ético, crítico e transparente — um desafio que coloca novos horizontes, mas também responsabilidades para educadores e aprendentes.
Saio deste percurso com uma visão mais rica, consciente e comprometida com práticas avaliativas que promovam aprendizagens significativas, equitativas e duradouras em ambientes digitais.
Referências principais citadas
Amante, L., Oliveira, I., & Pereira, A. (2017). Cultura da Avaliação e Contextos Digitais de Aprendizagem: O modelo PrACT. Revista Docência e Cibercultura, 1(1), 135-150.
Bearman, M., Dawson, P., Boud, B., Bennett, S., Hall, M., & Molloy, E. (2016). Support for assessment practice: developing the Assessment Design Decisions Framework. Teaching in Higher Education. https://doi.org/10.1080/13562517.2016.1160217Amante, L., & Oliveira, I. (2019). Avaliação e Feedback. Desafios Atuais. Universidade Aberta. https://repositorioaberto.uab.pt/handle/10400.2/8419
Cano, E. (2015). Las Rúbricas como Instrumento de Evaluación de Competencias en la Educación Superior: ¿Uso o Abuso? Profesorado. Revista de Currículum y Formación de Profesorado, 19(2), 265-280.
Fernandes, D. (2021). Rubricas de Avaliação. Folha de apoio à formação - Projeto MAIA. Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação.
Panadero, E., & Johnson, A. (2013). The use of scoring rubrics for formative assessment purposes revisited: A review. Educational Research Review, 9, 129-144.

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