terça-feira, 1 de julho de 2025

Em jeito de reflexão...

Reflexão pessoal sobre os produtos finais resultantes

(a reflexão final e mais completa pode ser consultada AQUI)


Ao longo do módulo, cada produto final que desenvolvi refletiu não só o conteúdo trabalhado, mas também o percurso vivido até à sua concretização. O texto da Atividade 1, apesar de breve, condensou várias semanas de leituras, trocas de ideias e reflexão partilhada com colegas. Foi um primeiro passo essencial para organizar e interiorizar conceitos.

O infográfico da Atividade 2 destacou-se por traduzir conhecimento teórico em linguagem clara, acessível e visualmente apelativa — uma competência que se torna cada vez mais indispensável em ambientes digitais, conforme sublinham Amante, Oliveira e Pereira (2017) no seu modelo PrACT, que valoriza a interação e a clareza na comunicação educativa.

A experiência do ensaio na Atividade 3 foi marcante e transformadora. Representou uma mudança de paradigma na minha relação com as tecnologias emergentes, reafirmando, contudo, a centralidade do pensamento crítico, humano e ético na produção de conhecimento, alinhando-se com as ideias de Bearman et al. (2016) sobre a importância do design intencional e fundamentado na avaliação.

Por fim, o plano de avaliação da Atividade 4 destacou-se pela sua aplicabilidade prática. Foi um produto que poderá ser adaptado a diferentes contextos formativos, traduzindo a reflexão sobre os desafios e oportunidades da avaliação digital, tema explorado por Pereira e Oliveira (2022) e complementado pela reflexão crítica sobre o uso das rúbricas (Cano, 2015; Fernandes, 2021; Panadero & Johnson, 2013).

Estes produtos representam, afinal, a materialização de aprendizagens profundas, construídas e partilhadas ao longo do percurso.


Reflexão final sobre a avaliação em contextos de eLearning

Este percurso permitiu-me repensar, de forma crítica e fundamentada, o papel da avaliação em contextos digitais. Aprendi que avaliar no eLearning exige mais do que adaptar instrumentos tradicionais: implica redesenhar práticas que valorizem a aprendizagem ativa, a autonomia dos estudantes, o feedback contínuo e o respeito pela diversidade de ritmos e estilos de aprendizagem (Amante & Oliveira, 2019).

A avaliação online deve ser autêntica, situada e alinhada com os objetivos formativos. Durante o módulo, fui cada vez mais consciente da importância de envolver os estudantes no processo avaliativo, não apenas como destinatários, mas como coconstrutores de critérios, autores de autoavaliações e pares ativos no feedback, conforme salientam os modelos contemporâneos de design avaliativo (Bearman et al., 2016).

A introdução da Inteligência Artificial trouxe uma nova dimensão de reflexão: o seu potencial para personalizar e apoiar a avaliação é enorme, mas requer um uso ético, crítico e transparente — um desafio que coloca novos horizontes, mas também responsabilidades para educadores e aprendentes.

Saio deste percurso com uma visão mais rica, consciente e comprometida com práticas avaliativas que promovam aprendizagens significativas, equitativas e duradouras em ambientes digitais.


Referências principais citadas

Amante, L., Oliveira, I., & Pereira, A. (2017). Cultura da Avaliação e Contextos Digitais de Aprendizagem: O modelo PrACT. Revista Docência e Cibercultura, 1(1), 135-150.

Bearman, M., Dawson, P., Boud, B., Bennett, S., Hall, M., & Molloy, E. (2016). Support for assessment practice: developing the Assessment Design Decisions Framework. Teaching in Higher Education. https://doi.org/10.1080/13562517.2016.1160217

Amante, L., & Oliveira, I. (2019). Avaliação e Feedback. Desafios Atuais. Universidade Aberta. https://repositorioaberto.uab.pt/handle/10400.2/8419

Pereira, A., & Oliveira, I. (2022). Avaliação Digital de Competências: elementos para uma estratégia. In I. Oliveira et al. (Orgs.), A Prática em Avaliação Digital de Competências. Universidade Aberta. https://doi.org/10.34627/leadw.2022.4

Cano, E. (2015). Las Rúbricas como Instrumento de Evaluación de Competencias en la Educación Superior: ¿Uso o Abuso? Profesorado. Revista de Currículum y Formación de Profesorado, 19(2), 265-280.

Fernandes, D. (2021). Rubricas de Avaliação. Folha de apoio à formação - Projeto MAIA. Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação.

Panadero, E., & Johnson, A. (2013). The use of scoring rubrics for formative assessment purposes revisited: A review. Educational Research Review, 9, 129-144.

terça-feira, 10 de junho de 2025

3. Avaliação de projetos educacionais

 Tarefas

  1. Leia o documento "Estrutura de Projeto". Vamos focar apenas no capítulo 5.
  2. Abra um tema no fórum com uma proposta de "Planificação de Projeto" com um máximo de 5 páginas.
  3. Uma vez submetido no fórum, agende com o docente uma sessão de avaliação (se quiserem, vão comentando o que os colegas apresentaram)
  4. Prepare uma apresentação de 10 minutos com o que elaborou até agora na UC.

RECURSOS

Design-Based Research

Design-based Research and its Application to a Call Centre Innovation in Distance Education

The 2010 User-Friendly Handbook for Project Evaluation

Bardin, Laurence – Análise de Conteúdo

Tema 4: Modelos e Desenho de Avaliação na Educação Online

 

Competências
  • Identificar princípios de avaliação em contexto digital.
  • Caracterizar o Modelo PRAcT.
  • Definir as componentes principais de um plano de avaliação;
  • Definir o design de avaliação de um módulo de formação em contexto de Elearning.


Orientações de trabalho

Esta atividade envolve duas fases. Numa primeira vamos analisar os textos 1 e 2 e discutir em fórum as suas ideias chave, tendo em vista a imersão em duas propostas de modelos de avaliação.

Numa segunda fase, partindo do quadro teórico analisado pretende-se que definam o plano de avaliação para um dado módulo de formação (hipotético ou real).


FASE 1

1) Constituição livre dos grupos (até quatro componentes);

2) Leitura e análise dos textos 1 e 2;

3) Debate em fórum sobre os princípios teóricos dos textos considerados (10 a 16 de junho)

FASE 2

4) Partindo do quadro teórico apresentado pretende-se que definam o plano de avaliação de um módulo de formação (real ou hipotético) tomando como base a matriz sugerida no texto 3 e tendo como suporte complementar os textos 4 a 7 (para apoio a estratégias de feedback e desenho de rubricas de avaliação)

5) Apresentação à turma do plano de avaliação proposto (23 de junho);

4) Discussão das propostas no Forum A4, tendo em vista recolher sugestões sobre o design final de avaliação (23 a 27 de junho);

5) Incorporação de eventuais alterações nas propostas apresentadas (até 30 de junho).

 

Recursos

1. Amante, L. ; Oliveira, I.; Pereira, A. (2017) “ Cultura da Avaliação e Contextos Digitais de Aprendizagem: O modelo PrACT”. In Revista Docência e Cibercultura. Vol.1, nº 1. (135-150). http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/re-doc/article/view/30912
2. Bearman, M.; Dawson, P.; Boud, B.; Bennett, S.; Hall, M. & Molloy.E. (2016). Support for assessment practice: developing the Assessment Design Decisions Framework, Teaching in Higher Education, DOI: 10.1080/13562517.2016.1160217  https://shre.ink/84UN
3.  Amante, L.; Oliveira, I. (2019). Avaliação e Feedback. Desafios Atuais. e-book, MPV_Inovaç@o, Universidade Aberta: Lisboa 27 pp. ISBN 978-972-674-846-5 
4. Pereira, A.; Oliveira, I (2022). Avaliação Digital de Competências: elementos para uma estratégia. In Oliveira, I., Pereira, A., Amante, L., Oliveira, R. (Orgs.) (2022). A Prática em Avaliação Digital de Competências, LE@D, Universidade Aberta, DOI: https://doi.org/10.34627/leadw.2022.4 (cap. 1)
5. Cano, E. (2015) Las Rúbricas como Instrumento de Evaluación de Competencias en la Educación Superior: ¿Uso o Abuso? Profesorado. Revista de Currículum y Formación de Profesorado, 19(2), 265-280. chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.redalyc.org/pdf/567/56741181017.pdf
6. Fernandes, D. (2021). Rubricas de Avaliação. Folha de apoio à formação - Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (MAIA). Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação
7. Panadero, E., & Johnson, A. (2013). The use of scoring rubrics for formative assessment purposes revisited: A review. Educational Research Review, 9(0), 129- 144. doi: http://dx.doi.org/10.1016/j.edurev.2013.01.002


domingo, 8 de junho de 2025

Tema 3 - Desenho de Aprendizagem Online

 O Tema 3 decorre de 12 de Maio a 13 de Junho de 2025

Tema 3 - Desenho de Aprendizagem Online

1. Aspetos fundamentais no desenho da aprendizagem em contexto online

2. Aplicação de conhecimentos e competências adquiridos na concepção de uma atividade de aprendizagem online

terça-feira, 3 de junho de 2025

Trabalho final da UC


Inovar na Sala de Aula: criar um ambiente virtual de aprendizagem passo a passo

Nos últimos tempos, tenho vindo a explorar diferentes formas de tornar o ensino mais dinâmico e significativo — e a criação de ambientes virtuais de aprendizagem tem-se revelado uma das experiências mais enriquecedoras desse caminho.

No âmbito da unidade curricular “Projetos Finais UC Ambientes Virtuais – MPEL 2025”, iniciei o desenvolvimento de uma proposta formativa na plataforma educonline.uab.pt, da Universidade Aberta. O ponto de partida foi o acesso à área reservada ao meu projeto, gentilmente disponibilizada pelo professor, e a leitura atenta do manual do Moodle, que me orientou na criação de uma e-atividade estruturada e coerente.

Optei por desenvolver a ação de formação "Inovando na Sala de Aula: como usar a tecnologia para promover aprendizagens ativas", por ser uma temática que me apaixona e por considerar urgente capacitar educadores para integrarem, com sentido pedagógico, as tecnologias no seu dia a dia profissional.

Na fase inicial, construí um contrato de aprendizagem, onde defini de forma clara os objetivos, as competências a desenvolver, os conteúdos programáticos, os métodos de trabalho e avaliação, e toda a sequência de atividades. Escolhi temáticas que considero essenciais para uma prática pedagógica inovadora, incluindo recursos digitais diversos, fóruns temáticos, momentos de trabalho colaborativo e atividades práticas com feedback orientado.

Procurei criar um ambiente coeso, com espaços que favorecessem a partilha de ideias, a interação entre pares e a aprendizagem ativa, numa lógica de co-construção do conhecimento. A estruturação dos tópicos nos fóruns teve como base a organização dos conteúdos e o estímulo ao pensamento crítico e reflexivo.

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Nesta etapa final da UC foi nos solicitado o desenho de uma ação de formação e implementar na plataforma digital disponibilizada para o efeito: educonline.uab.pt/

Ver curso aqui:  Disciplina: Reconfigurar a Formação: A Pedagogia da Presença em Plataformas e Ambientes Digitais, Tópico: ESPAÇO PROJETO 4- ROSA GASPAR

e AQUI poder-se-á consultar o curso na sua primeira versão como Contrato de Aprendizagem

No link que se segue podemos encontrar o link para o desenho do curso da formação em versão mais extendida.

Curso extendido:"Inovando na Sala de Aula: como usar a tecnologia para promover aprendizagens ativas"


Refletindo sobre a experiência…

Acredito que há um imenso potencial pedagógico nas plataformas digitais, nas redes sociais e nos jogos sérios aplicados ao ensino. Estes recursos permitem não só motivar os alunos, como também tornar os conteúdos mais acessíveis e interativos, através de simulações, storytelling e aprendizagem baseada em projetos.

Ao mesmo tempo, estas ferramentas abrem portas a experiências colaborativas globais, promovendo a diversidade de perspetivas e enriquecendo a aprendizagem com base em contextos reais.

Contudo, também reconheço os desafios: a formação contínua dos professores é essencial para que consigam explorar estas ferramentas de forma criativa, crítica e com intencionalidade pedagógica. É urgente investir na capacitação docente para os ambientes digitais , o metaverso, as redes sociais educativas e a gamificação.