- Identificar princípios de avaliação em contexto digital.
- Caracterizar o Modelo PRAcT.
- Definir as componentes principais de um plano de avaliação;
- Definir o design de avaliação de um módulo de formação em contexto de Elearning.
Orientações de trabalho
Esta atividade envolve duas fases. Numa primeira vamos analisar os textos 1 e 2 e discutir em fórum as suas ideias chave, tendo em vista a imersão em duas propostas de modelos de avaliação.
Numa segunda fase, partindo do quadro teórico analisado pretende-se que definam o plano de avaliação para um dado módulo de formação (hipotético ou real).FASE 1
1) Constituição livre dos grupos (até quatro componentes);
2) Leitura e análise dos textos 1 e 2;3) Debate em fórum sobre os princípios teóricos dos textos considerados (10 a 16 de junho)
FASE 2
4) Partindo do quadro teórico apresentado pretende-se que definam o plano de avaliação de um módulo de formação (real ou hipotético) tomando como base a matriz sugerida no texto 3 e tendo como suporte complementar os textos 4 a 7 (para apoio a estratégias de feedback e desenho de rubricas de avaliação)
5) Apresentação à turma do plano de avaliação proposto (23 de junho);4) Discussão das propostas no Forum A4, tendo em vista recolher sugestões sobre o design final de avaliação (23 a 27 de junho);
5) Incorporação de eventuais alterações nas propostas apresentadas (até 30 de junho).
Recursos
Refletir sobre Avaliação em Contextos Digitais: uma experiência de aprendizagem ativa
Atividade 4 – Modelos e Desenho de Avaliação em eLearning
Ao iniciar esta atividade, mergulhei na leitura de dois textos fundamentais sobre avaliação em ambientes digitais: “Cultura da Avaliação e Contextos Digitais de Aprendizagem: O modelo PrACT” de Amante, Oliveira e Pereira (2017), e “Support for Assessment Practice: Developing the Assessment Design Decisions Framework” de Bearman et al. (2016).
Desde os primeiros parágrafos, senti a necessidade de ir registando os aspetos que me pareciam mais relevantes. Estava particularmente interessada em compreender os princípios teóricos que sustentam a avaliação digital — uma área que considero essencial para quem, como eu, se dedica à educação online.
O primeiro texto destacou a importância de uma avaliação formativa e centrada no desenvolvimento de competências. Gostei especialmente da forma como os autores integram as tecnologias digitais para promover a participação ativa dos estudantes, sempre com base no construtivismo social. O modelo PrACT apresenta-se como um apoio valioso para a construção de práticas avaliativas mais significativas, orientadas para a aprendizagem contínua e com um olhar atento às situações do mundo real.
Já o artigo de Bearman e colegas trouxe uma abordagem muito interessante através do Assessment Design Decisions Framework. Este modelo multidimensional ajuda os educadores a conceber avaliações mais robustas, equilibrando teoria e prática. Explora a complexidade da avaliação, os desafios do feedback e sublinha a importância da formação contínua dos docentes neste processo.
Depois desta análise, partilhei as minhas reflexões no fórum da atividade, com o objetivo de lançar pistas de discussão e incentivar os colegas a pensar comigo sobre o desenho de modelos de avaliação no ensino online. Ao longo do debate, procurei estar presente de forma ativa, colocando questões, respondendo a comentários e refletindo sobre as ideias trazidas pelos outros participantes.
Foi, sem dúvida, uma experiência enriquecedora que confirmou algo essencial: quando falamos de avaliação em contextos digitais, estamos a falar de mais do que instrumentos ou técnicas — estamos a repensar uma cultura, uma prática colaborativa que exige planeamento rigoroso, comunicação constante e uma escuta ativa.
Na elaboração do plano de avaliação, ficou claro para mim que cada etapa deve ser cuidadosamente pensada, sobretudo na previsão de mecanismos de feedback que envolvam os aprendentes de forma ativa e significativa. Esta visão é reforçada pelo trabalho de Pereira e Oliveira (2022), que apresenta elementos para uma estratégia eficaz de avaliação digital de competências.
Também refletimos sobre o papel das rúbricas como instrumentos-chave para clarificar critérios e orientar tanto avaliadores quanto aprendentes (Cano, 2015; Fernandes, 2021; Panadero & Johnson, 2013). Quando bem construídas, as rúbricas promovem transparência e feedback construtivo, respondendo aos desafios atuais da avaliação digital (Amante & Oliveira, 2019).
Por fim, a discussão colaborativa no fórum revelou que o trabalho em grupo não termina com a entrega do documento, mas antes é um processo contínuo de afinação, escuta e melhoria coletiva. Este sentimento de pertença e responsabilidade partilhada reforça a importância de cultivar uma cultura de avaliação sólida e inclusiva nos ambientes digitais de aprendizagem.
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