segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Tópico 2 - O Processo de Investigação

Tópico 2 - O Processo de Investigação


Atividade 3

a) Formulação de um problema, questões de investigação e objetivos

b) Escrita científica

O processo de investigação em educação começa com a definição do paradigma do investigador, que orienta a identificação do problema a explorar. É essencial conhecer bem o tema para definir o problema, a partir do qual se formulam as questões, hipóteses (em estudos quantitativos ou mistos) e objetivos. Este tema aborda os princípios que orientam cada etapa do processo investigativo.





Atividade 4
Visualizar o PowerPoint narrado pela docente: problema_questoes_investigacao.mp4

Atividade 5
Ler os artigos disponíveis nos recursos e como opção este recurso:


Atividade 6
Guião da atividade: (trabalho individual)
Problema de Investigação;
Questões de Investigação;
Objetivos: Geral e específicos.


(Trabalho de grupo)
Paradigma e abordagem de investigação: (...)
Problema de investigação: (...) Esta justificação não poderá ultrapassar as 500 palavras.
Objetivo geral da investigação: (...)

(em atualização...)



domingo, 17 de novembro de 2024

Atividade 1: Fundamentos da Educação a Distância: Bibliografia Anotada e Guião de Entrevista - Fase 1

Atividade 1: Fundamentos da Educação a Distância: Bibliografia Anotada e Guião de Entrevista - Fase 1












Atividade individual seguida de debate na Turma

A Atividade 1 introduz os fundamentos e conceitos da Educação a Distância. Durante esta UC de MED, será construída uma Bibliografia Anotada (normas APA) como recurso coletivo da turma. Devem ser incluídos 3 textos obrigatórios e um 4.º texto escolhido individualmente. Após esta fase inicial, o trabalho evolui para uma etapa colaborativa, em que os contributos individuais são aprimorados e, com base nos textos anotados, são elaboradas possíveis questões para um Guião de Entrevista sobre EaD.

Trabalho Individual - Bibliografia Anotada (7 a 20 de novembro)

1. Leitura dos textos:

Aires, L. (2016). E-Learning, educação online e educação aberta: contributos para uma reflexão teórica, RIED, Vol. 19, nº 1,pp. 253-269.

Morgado, L., Neves, A., Teixeira, A. Acolhimento e integração como valor estratégico, (https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/11935/1/linamorgado_aneves_ateixeira_clavesinovadoras.pdf

Dron, J., Anderson, T. (2012). Três gerações da pedagogia de EAD, Revista FOCO. https://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/162


2. Elaboração das anotações para cada um dos textos, seguindo as orientações sobre Bibliografia Anotada (normas APA).

3. Pesquisa e seleção de um 4º texto de outro(s) autor(es) publicado em revista científica da especialidade.

4. Elaboração da anotação do texto selecionado procurando fazer o seu enquadramento face aos textos anteriores.


em atualização...

sábado, 16 de novembro de 2024

Reflexão sobre a Cibercultura de Pierre Lévy: 25 Anos Depois

 Unidade I - Atividade 2

O FENÓMENO DA CIBERCULTURA (I)

Reflexão sobre a Cibercultura de Pierre Lévy: 25 Anos Depois

No seu influente livro Cibercultura (1997), Pierre Lévy, com uma visão quase visionária, abordou as mudanças culturais impulsionadas pelo avanço da internet e das tecnologias digitais. Ele refletiu sobre as transformações que a digitalização traria para a sociedade, antecipando como a conetividade em rede, a descentralização e a personalização impactariam nas nossas formas de comunicação, aprendizagem e compartilhamento de saberes. A ideia de "inteligência colectiva" é central na sua obra: Lévy acredita que o saber é enriquecido pela colaboração entre pessoas interligadas digitalmente, permitindo que o  conhecimento seja partilhado de forma ampla e acessível, com o potencial de ultrapassar barreiras físicas e sociais. (Lévy, 1999, p. 130 a 132). (Lévy, 1999, p. 130 a 132).

Mas o que mudou nos 25 anos desde que esta visão foi publicada? Hoje, ao pensar na cibercultura, vemos um panorama complexo, onde as promessas de Lévy coabitam com desafios inesperados. A sua abordagem visionária, contudo, pode ser complementada pelas reflexões de Manuel Castells, que, na sua análise da sociedade em rede (A Era da Informação, 1996-2000), sublinha as assimetrias de poder e os impactos sociais associados à transformação digital.


Elenco três exemplos concretos que ajudam a pensar a cibercultura moderna à luz das ideias de Lévy e, de forma breve, das perspetivas críticas de Castells.

1. Redes Sociais e Inteligência Coletiva

As redes sociais são o exemplo mais visível de como a "inteligência colectiva" proposta por Lévy se materializou. Plataformas como Facebook, X (antigo Twitter) e Instagram permitem uma interação global e instantânea, conectando-nos a um fluxo constante de informação partilhada, sendo que um problema é que no meio dessa pluralidade existe um mar de rumores/desinformação que cria entraves ao diálogo entre perspetivas antagónicas. (Lévy, 1999, p. 27). Porém, enquanto Lévy via estas redes como um espaço de aprendizagem coletiva, Castells alerta para os impactos do poder concentrado nas grandes corporações que controlam estas plataformas. Problemas como a desinformação, a polarização social e os efeitos negativos na saúde mental dos utilizadores desafiam a utopia da partilha aberta e equitativa de conhecimento. 

2. Recursos Educativos Abertos (REA)

Os Recursos Educativos Abertos (REA) representam um dos aspetos mais positivos da cibercultura no campo da educação. Plataformas como a Khan Academy, a Coursera e a Wikipedia são exemplos do ideal de partilha de conhecimento defendido por Lévy. Estes recursos são acessíveis gratuitamente e oferecem conteúdos educativos a um público global, promovendo a inclusão e a equidade. No entanto, Castells lembra-nos que as desigualdades no acesso à infraestrutura digital continuam a restringir o impacto democratizador destas iniciativas, sobretudo em regiões menos desenvolvidas.


3. Algoritmos e Inteligência Artificial

Os avanços em inteligência artificial (IA) e algoritmos, que possibilitam a personalização das experiências digitais, refletem o ideal de Lévy de uma cibercultura descentralizada e conectada. Contudo, como Castells alerta, os algoritmos também concentram poder e controlam a informação que consumimos, criando “bolhas informativas” que limitam a diversidade de perspetivas. Este fenómeno desafia a visão de Lévy de um espaço digital aberto e neutro, ao evidenciar como as estruturas económicas e políticas influenciam o ambiente digital.


Conclusão: Uma Cibercultura em Transformação

Revisitar a "Cibercultura" de Pierre Lévy, passados 25 anos, é perceber que as promessas de democratização e inteligência coletiva continuam a inspirar, mas convivem com desafios éticos, sociais e políticos que moldam a nossa sociedade em rede. Castells complementa esta análise ao chamar a atenção para as dinâmicas de poder que permeiam a transformação digital.

Para que o ideal de Lévy se concretize plenamente, será necessário enfrentar as desigualdades e os riscos éticos levantados por Castells, promovendo um equilíbrio entre inovação tecnológica e responsabilidade social. Assim, pensar na cibercultura hoje exige uma visão crítica, capaz de integrar os ideais de conetividade e partilha com um compromisso em garantir um ambiente digital mais justo, inclusivo e ético para todos.

Dado o exposto, é inegável que a cibercultura constitui um fenómeno complexo, em constante evolução, intrinsecamente ligado à tecnologia e ao ciberespaço. Este fenómeno impulsiona mudanças sociais significativas, moldando a maneira como aprendemos, interagimos e vivemos. As teorias de Lévy, com as quais concordo, oferecem uma base consistente para compreender as suas implicações na nossa sociedade.

Algumas pesquisas e que poderão ilustrar os conceitos:

Comentando Pierre Lévy: Cibercultura

Pierre Lévy e a Cibercultura

Pierre Lévy - O que é o virtual?

Pierre Lévy - Inteligência coletiva na prática


Referências Bibliográficas:

Lévy, P. (1999). Cibercultura (C. I. da Costa, Trad.). São Paulo: Editora 34. (Obra original publicada em 1997).

Castells, M. (1996-2000). A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.


sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Conferência MOD2EDEL - reflexões

 Conferência MOD2EDEL


A conferência MOD2EDEL , realizada no dia 15 de novembro, destacou-se como um espaço de reflexão e partilha sobre comunicação online em contextos educativos, sendo particularmente relevante para estudantes de doutoramento. Durante o seminário, abordaram-se temas centrais relacionados com as modalidades de comunicação síncrona e assíncrona, com contributos significativos para o avanço da investigação em educação digital.

Comunicação Assíncrona

  • Anotação Social como Alternativa ao Fórum:
  • Os participantes apresentaram resultados de um estudo sobre a perceção dos utilizadores em relação à anotação social, evidenciando-a como uma ferramenta mais dinâmica e colaborativa em comparação com os fóruns tradicionais. Este tema destacou o potencial da anotação social para promover comunidades de aprendizagem mais interativas (MOD2EDEL, 2024).
    Sugestão de investigação: análise das dinâmicas de interação geradas pela anotação social em cursos online e o seu impacto na motivação dos estudantes.   
  • Vídeo Assíncrono em Cursos Online:
  • Irene Carrilho e Rui Pereira exploraram as potencialidades dos vídeos assíncronos como recursos que oferecem flexibilidade e permitem aos estudantes aprender ao seu próprio ritmo. Esta abordagem reforça o papel do vídeo como elemento chave na conceção de estratégias pedagógicas eficazes (MOD2EDEL, 2024).
    Sugestão de investigação: investigação sobre como diferentes formatos de vídeo influenciam a compreensão e retenção de conteúdos.

Comunicação Síncrona

  • Videoconferências em Contextos Híbridos:
  • A utilização de videoconferências em ambientes híbridos foi discutida, destacando-se a sua importância na integração entre o ensino presencial e online. Este formato facilita uma experiência educativa mais rica, aproximando estudantes e docentes em espaços virtuais (MOD2EDEL, 2024).
  • Sugestão de investigação: análise das estratégias de facilitação em videoconferências e o seu impacto na coesão das turmas híbridas.

Presença Social e Discussões Online

Um dos pontos altos da conferência foi a apresentação de uma investigação com métodos mistos sobre a influência da presença social nas discussões online. Os doutorandos mostraram que uma presença social bem gerida contribui para um ambiente de aprendizagem mais envolvente, aumentando o sentimento de pertença e a qualidade das interações (MOD2EDEL, 2024).

Sugestão de investigação: estudo sobre como a presença social pode ser promovida por ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Relevância para Doutorandos

As apresentações realizadas no dia 15 de novembro forneceram uma base sólida para estudantes de doutoramento e não só, interessados em aprofundar as suas investigações sobre comunicação online. As reflexões partilhadas apontam para a necessidade de integrar abordagens inovadoras no desenho de ambientes de aprendizagem digitais, oferecendo um campo vasto para novas explorações.

Referência

MOD2EDEL, (2024). Programa provisório da conferência (MOD2EDEL, 2024).

 

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Tópico 1 - Natureza e características da investigação em Educação

Tópico 1 - Natureza e características da investigação em Educação


Atividade 1: Planeamento na Investigação em Educação
Iniciar um projeto de investigação em Educação exige uma reflexão cuidadosa sobre o percurso metodológico. Devido à complexidade da área, que requer abordagens interdisciplinares, é normal que o investigador precise ajustar e até inovar nas metodologias. As escolhas metodológicas devem ser consistentes com os objetivos do estudo e os quadros teóricos adotados, sendo mais do que simples seleções técnicas.

Para apoiar esta reflexão:
  • Ver o vídeo sobre paradigmas de investigação em Paradigmas da Investigação em Educação – Ciência e Educação.
  • Ler o capítulo 1 (pp. 17-40) do livro de Amado ou a síntese sobre paradigmas disponível em Paradigmas de Investigação Educativa (wixsite.com).
  • Compreender as conexões entre paradigmas e metodologias (quantitativa, qualitativa e mista) através do vídeo indicado.


Atividade 2: Ética na Investigação Educativa
Consultar a Carta Ética da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação (spce.org.pt) e refletir sobre a importância do consentimento informado e da proteção da confidencialidade dos participantes. É essencial garantir o anonimato e explicar claramente os objetivos e os benefícios do estudo.


Atividade 3: Análise de Dissertações ou Teses (máx. 500 palavras) (trabalho individual)
Escolher duas dissertações ou teses sobre eLearning, uma no paradigma interpretativo ou sócio-crítico e outra no paradigma positivista, consultando bases de dados nacionais e internacionais. Indique os trabalhos selecionados, incluindo o link, e responder:

1. Paradigma e Abordagem de Investigação:
Identificar o paradigma e a abordagem metodológica.
A justificação do paradigma é clara e bem fundamentada? Está explicitamente apresentada ou implícita na descrição da abordagem?

2. Questões Éticas:
O trabalho aborda questões éticas? Existe uma secção específica para isso?
A recolha e tratamento de dados respeitam o anonimato dos participantes?

(em atualização…)