segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Atividade 2: Debate entre Teóricos de EAD - Confronto de perspetivas

Exploração das Teorias de EaD: Uma Atividade em Duas Etapas

Na Atividade 2, os participantes exploram diferentes teorias de Educação a Distância (EaD) através de um trabalho colaborativo estruturado em duas etapas.
🔹 Etapa 1 – Os grupos organizam-se para analisar duas teorias distintas de EaD, identificando as suas principais características. O resultado deste trabalho é apresentado num formato à escolha, promovendo a partilha de conhecimento entre os colegas, para tal foi criado o Fórum Equipa 5 Moore versus Garrison e Anderson
 

Modos de Interação em Educação a Distância (ANDERSON e GARRISON, 1998) Hirumi (2006) discute taxonomias para interações em aprendizagem online sob quatro dimensões:


debate AQUI

🔹 Etapa 2 – As apresentações são partilhadas no Fórum Geral da Atividade, onde os participantes debatem as diferentes abordagens e as suas inter-relações. Paralelamente, continua a construção da bibliografia anotada e do Guião de Entrevista sobre EaD, aprofundando a reflexão sobre o tema.
Esta atividade fomenta a colaboração, o pensamento crítico e o aprofundamento teórico sobre a EaD. 🚀


Debate na turma (Etapa 2)
Análise pelo grupo/turma das apresentações de cada um dos grupos;
Debate no Fórum Geral da Atividade 2 sobre as diferentes teorias de EaD.
No final do debate cada grupo propõe 3 possíveis questões a incluir no Guião de Entrevista sobre EaD.

Após feito o debate foram elaborados dois trabalhos:

O Artefacto Digital e ainda a Bibliografia Anotada bem como a atividade 2 das referências usadas.

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Bibliografia 

Garrison, R. (2000) – “ Theoretical Challenges for Distance Education in 21st Century: A shift from structural to transactional issues” International Review of Research in Open and Distance Learning, Vol 1, Nº1, pp. 1-17.

Moore , M. (1989). “Three Types of Interaction”. In: American Journal of Distance Education, vol 3, nº 2.

Michael Moore (2018) "The Theory of Transactional Distance" In Michael Moore; William C. Diehl (Eds) Handbook of Distance Education, London: Routledge.                                                                                                            ou
Moore , M. (1997). “Theory of transactional distance”, in: Keegan, D. (1997) (Ed). Theoretical Principles of Distance Education, pp. 22-38 , London: Routledge. Versão traduzida: https://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2002_Teoria_Distancia_Transacional_Michael_Moore.pdf

Bernath, U. & Vidal, M. (2007). “The Theories and the Theorists: Why Theory is Important for Research”: With Børje Holmberg — Michael Graham Moore Otto Peters. Distances et savoirs, 5, 427-457.

Anderson, T.( 2011). Three Generations of Distance Education Pedagogy, Vol 11, 3. Theory and Prectice of Online Learning

Garrison, D. R., & Arbaugh, J. B. (2007). Researching the community of Inquiry Framework: Review, Issues, and Future Directions. The Internet and Higher Education, 10(3), 157-172.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

A sociedade em rede e o futuro da aprendizagem humana

Unidade III - Atividade 6.

A REDE COMO INTERFACE EDUCATIVO(II)
Fórum de Debate sobre o Futuro da Aprendizagem

Versão resumida

A sociedade em rede está a transformar profundamente a educação, trazendo mudanças que influenciam não só o "como" e o "onde" aprendemos, mas também o "porquê". Como explorado anteriormente, a aprendizagem tornou-se contínua e ubíqua, acompanhando os percursos de vida dos indivíduos e respondendo às rápidas transformações sociais e tecnológicas.

O relatório EDUCAUSE Horizon Report: 2024 Teaching and Learning Edition (EDUCAUSE, 2024) oferece uma visão abrangente destas mudanças, destacando tendências emergentes como a inteligência artificial, a aprendizagem personalizada e a sustentabilidade. Paralelamente, o Digital Education Action Plan (2021-2027) da Comissão Europeia (European Commission, 2021) sublinha a importância de preparar sistemas educativos acessíveis, inovadores e equitativos, assegurando que ninguém fique excluído durante esta transição digital.

Qual será o futuro da aprendizagem humana?

A aprendizagem está a expandir-se para além das fronteiras tradicionais das instituições de ensino, integrando-se no quotidiano das pessoas. Tecnologias como a inteligência artificial e as plataformas digitais personalizadas permitem atualmente aprender em qualquer momento e lugar, adaptando-se às necessidades e interesses de cada indivíduo. O EDUCAUSE Horizon Report (EDUCAUSE, 2024) prevê que estas soluções se tornarão ainda mais sofisticadas, proporcionando experiências de aprendizagem únicas e direcionadas.

Como está a sociedade em transformação a alterar a forma de aprender?

O ritmo acelerado das transformações tecnológicas cria tanto oportunidades como desafios. A inteligência artificial facilita o acesso ao conhecimento e redefine as competências exigidas no mercado de trabalho. Contudo, estas mudanças colocam questões éticas relevantes, como o papel do professor num contexto cada vez mais digital e a necessidade de garantir a inclusão digital. Estas preocupações são destacadas no Digital Education Action Plan (2021-2027), que enfatiza a necessidade de promover a literacia digital e de reduzir as desigualdades no acesso à educação (European Commission, 2021). Além disso, a rapidez destas transformações pode gerar sentimentos de desorientação nos aprendentes e nos educadores, o que reforça a necessidade de políticas que promovam a adaptação contínua.

E daqui a vinte anos? Porque, onde e como iremos aprender?

Se há vinte anos seria difícil imaginar a ubiquidade da aprendizagem digital que conhecemos hoje, o futuro reserva-nos possibilidades ainda mais transformadoras. A aprendizagem poderá integrar-se completamente no quotidiano, através de dispositivos conectados, realidades imersivas e assistentes de inteligência artificial. O "porquê" de aprender estará cada vez mais associado à necessidade de adaptação constante num mundo em permanente mudança. Por sua vez, o "onde" será qualquer espaço, físico ou virtual, desde que conectado e enriquecido por tecnologias colaborativas (EDUCAUSE, 2024).

Neste cenário emergem três pilares fundamentais para o futuro da aprendizagem:
1. Sustentabilidade e Ética: É essencial garantir que o avanço digital respeita princípios éticos e não compromete a sustentabilidade ambiental.
2. Equidade e Inclusão: A implementação de políticas que promovam o acesso universal à educação digital é indispensável para reduzir desigualdades (European Commission, 2021).
3. Formação Contínua: A aprendizagem ao longo da vida será essencial para acompanhar as rápidas transformações da sociedade e do mercado de trabalho (EDUCAUSE, 2024).

Conclusão

A transformação digital está a redesenhar profundamente a forma como aprendemos, criando novos desafios e oportunidades. O futuro da aprendizagem humana será cada vez mais contínuo, personalizado e integrado nas dinâmicas quotidianas, impulsionado por tecnologias como a inteligência artificial e as realidades imersivas. Contudo, este cenário exige um compromisso coletivo com a sustentabilidade, a ética e a inclusão, garantindo que o acesso à educação digital seja um direito universal e não um privilégio reservado a alguns (European Commission, 2021; EDUCAUSE, 2024).
À medida que avançamos, torna-se crucial promover a literacia digital, adaptar políticas educativas e reforçar o enfoque na aprendizagem ao longo da vida. Só assim poderemos garantir que a educação, mesmo num futuro profundamente digital, continue a ser um veículo de equidade, crescimento humano e transformação social.

Referências

EDUCAUSE. (2024). EDUCAUSE Horizon Report: 2024 Teaching and Learning Edition. EDUCAUSE. https://elearning.uab.pt/mod/resource/view.php?id=1104501
European Commission. (2021). Digital Education Action Plan (2021-2027). European Commission. https://education.ec.europa.eu/pt-pt/focus-topics/digital-education/action-plan

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Tópico 3 - PRODUÇÃO DE UM REA (fase 1) Proposta

              Tópico 3 - PRODUÇÃO DE UM REA

A Fase 1 é de preparação da produção do REA, através da exploração de ferramentas e serviços. Esse trabalho de prospeção e de experimentação deverá culminar na elaboração de uma proposta do REA a produzir.

A nossa tarefa consistiu, então, na elaboração de um REA sobre um tópico à noss escolha, de entre o conjunto das temáticas abordadas na UC de MReL ou nas outras Unidades Curriculares do mestrado.

De 6 a 17 de janeiro 2025

                   Exploração de ferramentas e serviços que possibilitam a criação e publicação de Recursos Educacionais Abertos;

                   Reflexão sobre as temáticas estudadas e escolha de um tópico a tratar (podem recorrer a outras UC);


                   Apresentação de uma proposta de trabalho;



Consulte no documento:

                                            



segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Educação Digital na Era da Cibercultura: Reflexões Críticas e Perspetivas Transformadoras

Comentários adicionais à recensão crítica aos vídeos sugeridos pelo Professor.

Consultar AQUI a recensão crítica do trabalho do grupo Sigma

Na introdução da recensão crítica feita pelo grupo SIGMA, sinto que há uma boa síntese dos vídeos analisados, mas acredito que poderia ganhar mais profundidade ao estabelecer uma ligação mais direta com o conceito de cibercultura. Para mim, a cibercultura, tal como definida por Pierre Lévy (1999), vai muito além da simples introdução de tecnologias no nosso dia a dia. Ela reflete uma transformação profunda na forma como nos conectamos, interagimos e construímos conhecimento no ciberespaço.

Ao trazer essa perspetiva para a educação digital, consigo ver um potencial incrível para transformar o que entendemos por ensino e aprendizagem. Mais do que seguir modelos tradicionais, penso que a educação digital deve ser vista como um espaço onde o conhecimento é construído de forma coletiva e interativa. É um espaço de partilha, de colaboração, onde todos, professores e alunos, têm a oportunidade de contribuir ativamente para criar algo novo.

Para mim, esta visão da educação digital como parte da cibercultura não é apenas inspiradora, mas necessária. Encoraja-nos a repensar o papel da tecnologia, não como um fim em si mesmo, mas como uma ferramenta para nos conectarmos de formas mais humanas e significativas.


Ao assistir ao vídeo que destaca a centralidade do ser humano perante os avanços tecnológicos (https://www.youtube.com/watch?v=i-8iU9f8rkY&t=2s), senti que este aborda um ponto essencial da cibercultura: a tecnologia deve funcionar como uma extensão da experiência humana, e não como um substituto. Esta ideia ressoa profundamente comigo, sobretudo no contexto educativo, onde considero que as ferramentas digitais podem enriquecer o processo de aprendizagem sem nunca perder de vista a importância das interações humanas. Inspirando-me nas reflexões de Lévy (1999) sobre a inteligência coletiva, percebo como a cultura digital possibilita aos alunos participarem ativamente em comunidades de aprendizagem. Através da tecnologia, podem explorar, partilhar e construir conhecimento em rede, promovendo práticas mais colaborativas e personalizadas.


Ao assistir ao vídeo sobre a "Educação 4.0" (https://www.youtube.com/watch?v=i-8iU9f8rkY&t=2s)e refletir sobre a sua ligação à Quarta Revolução Industrial, não pude deixar de pensar no impacto que estas mudanças já têm – e continuarão a ter – na forma como ensino e como aprendo. As tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, a realidade aumentada e a realidade virtual, não são apenas novidades interessantes; sinto que elas oferecem uma oportunidade real para transformar a educação em algo mais significativo, mais conectado e, sobretudo, mais humano.

Na prática, vejo como essas tecnologias podem ajudar os alunos a sair de uma postura passiva e a tornarem-se participantes ativos no seu processo de aprendizagem. Isto faz-me lembrar as ideias de Moreira e Schlemmer (2020), quando falam sobre a educação digital como um ecossistema dinâmico. É um conceito que me ressoa profundamente, porque cada vez mais vejo a sala de aula – física ou virtual – como um espaço em que humanos e tecnologia coexistem, aprendem juntos e evoluem.

Sinto, no entanto, que esta transformação exige de nós, educadores, mais do que a capacidade de dominar novas ferramentas. É preciso mudar a nossa mentalidade. Temos de nos tornar facilitadores e mediadores, guiando os alunos a desenvolverem competências como o pensamento crítico, a criatividade e a colaboração. Não é um desafio pequeno, mas acredito que vale a pena. Sempre acreditei que a educação não é só sobre transmitir conhecimento, mas sobre formar cidadãos capazes de navegar e contribuir para um mundo em constante mudança.

Também não posso deixar de pensar nos riscos e nos desafios que acompanham estas mudanças. Como educadora, sinto a responsabilidade de garantir que estas ferramentas são usadas de forma ética e inclusiva, e que ninguém é deixado para trás. A acessibilidade é uma questão que me preocupa bastante. Como garantir que todos os alunos, independentemente do seu contexto socioeconómico, têm acesso a estas inovações?

Refletindo sobre isto, reforço a minha convicção de que a tecnologia, por mais avançada que seja, nunca deve ser um substituto para a essência humana da educação. Vejo-a, antes, como uma extensão das nossas possibilidades, algo que nos permite ir mais longe, mas que depende sempre do nosso propósito e da forma como a utilizamos. O grande desafio da Educação 4.0, para mim, é encontrar esse equilíbrio: aproveitar ao máximo as possibilidades oferecidas pelas tecnologias, sem perder de vista o valor insubstituível das relações humanas que fazem da educação uma experiência transformadora.


O vídeo sobre a inteligência artificial e o seu impacto na educação (https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=-d2VRgej_cY&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Felearning.uab.pt%2F&embeds_referring_origin=https%3A%2F%2Felearning.uab.pt&source_ve_path=NzY3NTgleva-me a refletir sobre questões fundamentais, como a ética e a inclusão. Não é apenas sobre adotar novas tecnologias; é sobre o que essas tecnologias significam para os nossos valores e a forma como moldam a sociedade. Este tema toca diretamente na essência da cibercultura, que nos lembra constantemente que a transformação digital só faz sentido quando é inclusiva, ética e humana.

Penso muitas vezes no papel do professor neste contexto. Vejo-me como alguém que, mais do que transmitir conteúdos, deve ser uma mentora, uma guia que ajuda os alunos a navegar por este mar digital cheio de informação. Não se trata apenas de ensinar a usar ferramentas, mas de desenvolver competências para interpretar, questionar e criar de forma responsável. É aqui que as ideias de Selwyn (2016) fazem tanto sentido para mim: o papel do professor é crucial para ajudar os alunos a construírem conhecimento num mundo digital que pode ser tanto um espaço de possibilidades como de armadilhas.

Ainda assim, não posso ignorar as desigualdades no acesso às tecnologias. Este é um tema que me inquieta profundamente. Como professora, pergunto-me: estamos realmente a preparar todos os nossos alunos para serem cidadãos digitais? Ou estamos a criar novas formas de exclusão? A cidadania digital é mais do que saber usar tecnologia; é garantir que todos têm as mesmas oportunidades para participar numa sociedade interligada.

Estas reflexões levam-me a pensar na educação digital como algo muito maior do que uma simples mudança de ferramentas ou de plataformas. Estamos a viver uma transformação cultural. A cibercultura desafia-nos a ver a educação como um processo colaborativo, distribuído e mediado pela tecnologia, mas sempre centrado nas pessoas. Não se trata apenas de preparar os alunos para o mercado de trabalho ou para acompanhar a evolução tecnológica. Trata-se de lhes dar as ferramentas para participarem ativamente numa sociedade que está em constante mudança.

Acredito que, para sermos fiéis aos princípios da cibercultura, temos de promover uma educação digital que seja verdadeiramente inclusiva, aberta e ética. Isso significa ensinar os alunos a pensarem de forma crítica, a trabalharem em equipa e a respeitarem a diversidade de ideias. No fundo, significa prepará-los para um mundo onde a tecnologia é importante, mas onde o verdadeiro valor está nas pessoas e nas relações que criam.


Referências Bibliográficas

Lévy, P. (1999). Cibercultura. Editora 34.

Moreira, A., & Schlemmer, E. (2020). Por um novo conceito e paradigma de educação digital onlife. SENAC São Paulo.

Selwyn, N. (2016). Education and technology: Key issues and debates. Bloomsbury Academic.

C3L-Center für lebenslanges Lernen der Universität Oldenburg. (2021, novembro,  18). Digital transformation of teaching and learning. Youtube. https://www.youtube.com/watch?v=i-8iU9f8rkY&t=2s

Film, P. (2023, junho, 29). AI AND THE FUTURE OF EDUCATION [Vídeo]. Youtube. https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=-d2VRgej_cY&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Felearning.uab.pt%2F&embeds_referring_origin=https%3A%2F%2Felearning.uab.pt&source_ve_path=NzY3NTg

Jisc. (2019, abril, 16). Education 4.0 | Jisc | Transforming the future of education (through advanced technology). Youtube. https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=aVWHp8FsV1w&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Felearning.uab.pt%2F&embeds_referring_origin=https%3A%2F%2Felearning.uab.pt&source_ve_path=NzY3NT


AI AND THE FUTURE OF EDUCATION - vídeo 5 (Recensão crítica)

 4. Recensão Crítica - vídeo 5

Referência bibliográfica

Film, P. (2023, junho, 29). AI AND THE FUTURE OF EDUCATION [Vídeo]. Youtube. https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=-d2VRgej_cY&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Felearning.uab.pt%2F&embeds_referring_origin=https%3A%2F%2Felearning.uab.pt&source_ve_path=NzY3NTg


 Identificação do material

  • Título: AI and the future of education
  • Tema: Impacto da inteligência artificial na educação.
  • Público-alvo: Educadores, gestores educacionais e pesquisadores.
  • Contexto: Documentário que discute a transformação da educação perante as inovações tecnológicas e da inteligência artificial.

Resumo

Explora como a inteligência artificial (IA) está a revolucionar a educação, transformando as práticas pedagógicas e a forma como alunos aprendem e os professores ensinam. A IA permite personalizar a aprendizagem, adaptando os conteúdos aos interesses, estilos e ritmos de aprendizagem dos estudantes, o que cria processos educativos mais envolventes, eficazes e ajustados às necessidades individuais. Além disso, a IA possibilita a criação de recursos personalizados para alunos com necessidades educativas especiais, promovendo uma educação mais equitativa.

Mostra-se como a educação se está a adaptar às novas tecnologias, mostrando como a IA e a Realidade Virtual estão a revolucionar a forma como aprendemos e ensinamos, além de serem referidas como recursos essenciais para um ensino de qualidade. Além disso, enfatiza-se a importância de desenvolver competências como criatividade, pensamento crítico, adaptabilidade, alfabetização digital e colaboração, habilidades que as máquinas não podem substituir.

Sublinha-se ainda a importância de utilizar a IA de forma ética e equilibrada, garantindo que esta não substitua o professor, mas o complemente, preservando o foco no desenvolvimento humano. Por outro lado, o papel do professor está a mudar de transmissor de conhecimento para mentor e facilitador. Estimula também o diálogo entre diferentes intervenientes, para a construção de sistemas educativos que integrem a IA de forma responsável, respeitando princípios éticos e respondendo às reais necessidades de alunos e educadores. Mas por último e não menos importante, faz referência à desigualdade no acesso à tecnologia e à necessidade de atualização dos currículos e de um equilíbrio entre a tecnologia e o desenvolvimento.

Análise Crítica

  • Aspetos Positivos

Apresenta de maneira clara e acessível sobre o papel da IA na transformação da educação. Tecnologias como tutores virtuais, currículos personalizados e recursos adaptados para alunos com necessidades especiais destacam-se como elementos que tornam o ensino mais inclusivo, eficaz e dinâmico.

A personalização da aprendizagem, ajustando conteúdos aos ritmos e estilos de cada aluno, é outro ponto positivo, promovendo maior empenho e eficácia no processo educativo. A abordagem ética e o foco em competências essenciais, como criatividade, pensamento crítico, adaptabilidade, colaboração e resolução de problemas, reforçam o compromisso com uma educação que prepara os alunos para desafios globais.

A proposta de fomentar o diálogo entre intervenientes na construção de sistemas educativos éticos e equilibrados é particularmente relevante, incentivando a colaboração e a partilha de boas práticas.

A automação de tarefas repetitivas, pode libertar os professores para se concentrarem em atividades mais interativas e criativas que desenvolvam outras competências nos alunos.

  • Aspetos Negativos

Não são fornecidos exemplos concretos de como superar a desigualdade no acesso, especialmente nas escolas públicas e em países em desenvolvimento o que limita o potencial deste tipo de ferramentas. Além disso, a dependência excessiva face à tecnologia pode conduzir ao isolamento social e prejudicar o desenvolvimento das habilidades enunciadas como essenciais no mundo contemporâneo. A rápida evolução tecnológica requer uma adaptação constante, isso gera stress e ansiedade tanto nos professores como nos estudantes. A resistência à mudança por parte dos atores educacionais também dificulta a integração de novas ferramentas e metodologias. No vídeo, não se exploram soluções a estes tópicos.

Conclusão

A educação precisa de encontrar um equilíbrio entre os avanços tecnológicos e o desenvolvimento integral do ser humano, indo além da mera transmissão de conhecimentos. Deste modo, é vital preparar os estudantes para o mundo estimulando a criatividade, o pensamento crítico e a responsabilidade social. A colaboração entre os stakeholders é essencial para garantir uma educação mais inclusiva e adaptada às necessidades do século XXI. Finalmente, a tecnologia deve estar ao serviço e não ser um fim sem si mesma.


Transforming the future of education (through advanced technology - vídeo 3

 3. Recensão Crítica - vídeo 3 (Recensão crítica)


Referência bibliográfica

Jisc. (2019, abril, 16). Education 4.0 | Jisc | Transforming the future of education (through advanced technology). Youtube. https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=aVWHp8FsV1w&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Felearning.uab.pt%2F&embeds_referring_origin=https%3A%2F%2Felearning.uab.pt&source_ve_path=NzY3NTg


Identificação do material

  • Título: Education 4.0 | Jisc | Transforming the future of education.
  • Tema: Educação 4.0 e transformação digital no ensino.
  • Público-alvo: Educadores, líderes académicos e profissionais de tecnologia educacional.
  • Contexto: Apresentação educacional que argumenta a necessidade de alinhar a educação às necessidades da Quarta Revolução Industrial.

Resumo

Aborda como as tecnologias avançadas, como a inteligência artificial (IA), a realidade virtual, a realidade aumentada e a análise de dados, estão a transformar a educação, tornando-a mais personalizada e dinâmica. Estas ferramentas permitem a personalização da aprendizagem, adaptando os conteúdos às necessidades individuais de cada estudante, tornando assim, o ensino mais dinâmico, interativo, inclusivo e imersivo. As plataformas digitais possibilitam ainda o acompanhamento em tempo real e o apoio individualizado, ajustando-se aos ritmos e aos estilos de aprendizagem de cada aluno, isto contribui para uma aprendizagem mais eficaz e motivadora.

O conteúdo apresentado traça o percurso histórico da educação, referindo os métodos tradicionais usados na primeira revolução industrial (modelo centrado no professor e na memorização), passando pela introdução dos computadores e da internet na terceira Revolução, finalizando na quarta Revolução Industrial, que utiliza tecnologias emergentes para aprofundar a personalização e eficácia da aprendizagem. Além disso, destaca como a tecnologia, transformou a forma como aprendemos. Neste contexto, reflete a necessidade de preparar os estudantes para um futuro em rápida transformação. É feita uma reflexão de que seria muito fácil dizer que todos devem aprender a programar, mas programar é apenas uma competência digital. É necessário concentrarmo-nos em competências que nunca podem ser automatizadas, nem substituídas e que, nos diferencias das máquinas como: criatividade, colaboração, comunicação e pensamento crítico.

Além dos benefícios pedagógicos, no vídeo é defendida a necessidade de criar uma cultura de colaboração entre instituições educacionais, para partilhar conhecimentos, boas práticas e recursos, promovendo um ecossistema educacional mais sustentável e equitativo. Também sublinha a importância de adaptar as metodologias de ensino às necessidades dos diferentes perfis de aprendizagem, para promover a inclusão e garantir que todos os alunos tenham acesso às oportunidades oferecidas pelas novas tecnologias.


Análise Crítica

  • Aspetos Positivos

Este recurso digital apresenta uma visão inovadora e otimista sobre a transformação da educação onde a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, a realidade aumentada e a análise de dados permitem personalizar a aprendizagem, tornando-a mais eficaz e adaptável às necessidades de cada aluno. A "Educação 4.0" valoriza o desenvolvimento de competências insubstituíveis, como a criatividade e o pensamento crítico, comunicação e colaboração preparando os estudantes para os desafios da Indústria 4.0 e do mercado de trabalho cada vez mais digital e complexo.

A integração de metodologias diversificadas e o uso de plataformas digitais para o acompanhamento em tempo real destacam-se como elementos que potencializam o envolvimento (retenção de conteúdo até 70%) e a inclusão educacional. Além disso, a proposta de fomentar uma cultura de colaboração entre instituições reflete um esforço conjunto para promover a sustentabilidade e a equidade no sistema educacional.

  • Aspetos Negativos

Apesar da visão inovadora, o vídeo apresenta algumas limitações. A necessidade de infraestruturas adequadas é mencionada, mas faltam estratégias concretas para superar este desafio, especialmente em contextos de recursos limitados. A formação contínua de professores para utilizar tecnologias de forma eficaz também é apontada como uma prioridade, mas não são oferecidas soluções práticas para garantir a mesma.

As questões éticas relacionadas com a privacidade de dados dos alunos e ao uso responsável de tecnologias avançadas, como a IA, são abordadas de forma superficial. Além disso, a proposta de personalização e inclusão depende de uma implementação equitativa dos recursos tecnológicos, no entanto, não são aprofundadas estratégias sobre como superar as desigualdades existentes entre diferentes instituições e regiões. Finalmente não se abordam estratégias para evitar a desumanização ou a dependência tecnológica em caso de falhas ou limitações.


Conclusão 

A Educação 4.0 convida-nos a repensar a forma como aprendemos, aproveitando o potencial das tecnologias digitais para criar experiências de aprendizagem únicas e motivantes. Não obstante, é basilar garantir que a tecnologia esteja ao serviço da educação e não o contrário. 

Ao desenvolvermos competências como a criatividade, o pensamento crítico e a colaboração estamos a preparar os estudantes para o futuro incerto e complexo da Indústria 4.0. Finalmente, o sucesso aqui depende, sobretudo, de um equilíbrio entre a inovação e o humanismo.




Digital transformation of teaching and learning - vídeo 2

 2. Recensão Crítica - vídeo 2 (Recensão crítica)


Referência bibliográfica

C3L-Center für lebenslanges Lernen der Universität Oldenburg. (2021, novembro, 18). Digital transformation of teaching and learning. Youtube. https://www.youtube.com/watch?v=i-8iU9f8rkY&t=2s

 

Identificação do material

  • Título: Digital Transformation of Teaching and Learning.
  • Tema: Transformação digital na educação.
  • Público-alvo: Educadores, académicos e gestores educacionais.
  • Contexto: Discussão sobre os desafios e as oportunidades da transformação digital na educação superior.

Resumo

Aborda a revolução digital na educação, defendendo a necessidade de uma perspetiva centrada no ser humano, alerta para os riscos de abordagens excessivamente tecnológicas e sublinha a importância de equilibrar os avanços tecnológicos com a preservação da experiência e interação humanas. Além disso, menciona que a integração das tecnologias digitais está a modificar significativamente os métodos de ensino e aprendizagem, tornando-os mais interativos, acessíveis e adaptáveis às necessidades individuais dos alunos. Nesse sentido, é necessário que as instituições de ensino se adaptem, rapidamente, a esta nova realidade preparando os estudantes para os desafios futuros.

De salientar que, é proposto uma revolução na educação, passando de um modelo educacional tradicional, baseado na memorização, para um que promova competências críticas, criativas e colaborativas, habilidades essenciais no século XXI. A formação de indivíduos "knowledge-able", capazes de lidar criticamente com a complexidade do mundo atual onde estamos imersos numa avalanche de informações devido a uma sociedade hiperconetada, é apresentada como uma resposta vital aos desafios do século. Assim, a educação surge como um instrumento capaz de transformar a sociedade e de construir cidadãos globais.

Análise Crítica

  • Aspetos Positivos

Entre os aspetos positivos, destaca-se a visão centrada no ser humano, que evita que a tecnologia seja vista como um fim em si mesma (evitando uma visão tecnocêntrica excessiva), mas sim como, um meio para melhorar a aprendizagem, pois a tecnologia pode enriquecer a experiência educacional e preparar os alunos para os desafios futuros. As tecnologias digitais, como a educação online e os Recursos Educacionais Abertos (REA), são apresentados como ferramentas que ampliam o acesso a materiais de alta qualidade, beneficiando alunos de diferentes partes do mundo e reduzindo barreiras geográficas, permitindo-lhes desenvolver competências como pensamento crítico, criatividade e colaboração.

  • Aspetos Negativos

Embora o recurso apresente uma perspetiva inspiradora há algumas limitações que devem ser abordadas. Não se incluem exemplos práticos concretos de instituições que já estejam a implementar com sucesso as transformações sugeridas, o que poderia tornar a visão apresentada mais prática e aplicável. Além disso, não se aprofundam os impactos económicos dessas mudanças para os estudantes e as instituições. Menciona-se a formação de professores para utilizar as tecnologias de forma eficaz, mas não se apresentam estratégias concretas para garantir essa preparação. Por fim, a visão carece de orientações práticas para superar as desigualdades no acesso às tecnologias, o que levanta dúvidas sobre a sua viabilidade a larga escala, em particular em contextos menos desenvolvidos.

Conclusão

Em suma, apresenta uma visão otimista e transformadora da educação na era digital. No entanto, a implementação dessa nova realidade exige uma abordagem mais pragmática, que considere questões como o acesso à tecnologia, a formação de professores e a adaptação das infraestruturas escolares. É fundamental garantir que as inovações tecnológicas contribuam para uma educação mais justa e equitativa, isto porque o êxito desta transformação digital depende de um equilíbrio cuidadoso entre a tecnologia e a pedagogia.