sábado, 21 de dezembro de 2024

Bibliografia Anotada - Atividade

Na Unidade Curricular "Modelos de Educação a Distância", tivemos a oportunidade de elaborar uma Bibliografia Anotada (BA) sobre os fundamentos, a evolução e as práticas da Educação a Distância. Este texto tem como objetivo partilhar os resultados alcançados e refletir sobre o processo de construção da BA, destacando a sua utilidade e os passos seguidos na sua elaboração.

Estrutura da Atividade

A atividade foi organizada em duas tarefas, cada uma dividida em duas etapas: uma individual e outra coletiva.

Primeira Tarefa
Na fase individual, cada estudante preparou uma Bibliografia Anotada no formato APA (American Psychological Association), com base nos seguintes artigos e referências:

  • Aires, L. (2016). E-Learning, educação online e educação aberta: contributos para uma reflexão teórica. RIED. Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, 19(1), 253-269. https://doi.org/10.5944/ried.19.1.14356
  • Morgado, L., Neves, A., & Teixeira, A. (2016). Acolhimento e Integração como Valor Estratégico: Análise do sistema institucional de apoio ao estudante virtual da UAb. In Cruz, M. & Sánchez-Elvira, A. (Eds.), Claves innovadoras para la prevención del abandono en instituciones de educación abierta y a distancia: experiencias internacionales (pp. 27-55). Ediciones UAPA: Santo Domingo. http://hdl.handle.net/10400.2/11935
  • Dron, J., & Anderson, T. (2012). Três gerações da pedagogia de EAD. Revista FOCO. https://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/162

Esta etapa exigiu competências como análise crítica, síntese, pesquisa rigorosa e apresentação clara e concisa. Após a avaliação da professora, as BAs individuais foram partilhadas com toda a turma.

Na fase coletiva, o desafio consistiu em integrar todas as BAs individuais, de forma a construir uma única Bibliografia Anotada mais completa e refinada. Este processo exigiu um elevado nível de colaboração, comunicação eficaz e organização. 

O documento final pode ser consultado aqui:

Bibliografia Anotada - Turma MPeL18 - 2024-2025.pdf

Segunda Tarefa
A segunda tarefa focou-se na elaboração de um guião de entrevista em grupo. Na fase individual, cada estudante propôs três perguntas baseadas nas leituras realizadas para a Bibliografia Anotada, com o objetivo de explorar os conceitos e práticas apresentados nos textos analisados. Estas perguntas servirão de base para o guião de uma entrevista a um professor de Educação a Distância ou outro profissional da área, promovendo uma abordagem prática e reflexiva sobre os temas estudados.

Referências Principais

  • Aires, L. (2016). E-Learning, educação online e educação aberta: contributos para uma reflexão teórica. RIED. Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, 19(1), 253-269. https://doi.org/10.5944/ried.19.1.14356
  • Morgado, L., Neves, A., & Teixeira, A. (2016). Acolhimento e Integração como Valor Estratégico: Análise do sistema institucional de apoio ao estudante virtual da UAb. In Cruz, M. & Sánchez-Elvira, A. (Eds.), Claves innovadoras para la prevención del abandono en instituciones de educación abierta y a distancia: experiencias internacionales (pp. 27-55). Ediciones UAPA: Santo Domingo. http://hdl.handle.net/10400.2/11935
  • Dron, J., & Anderson, T. (2012). Três gerações da pedagogia de EAD. Revista FOCO. https://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/162
  • Moreira, J. A., & Schlemmer, E. (2020). Por um novo conceito e paradigma de educação digital onlife. Revista UFG, 20, 63438. https://doi.org/10.5216/revufg.v20.63438

Reflexão Final

A elaboração da Bibliografia Anotada revelou-se uma experiência enriquecedora, promovendo o desenvolvimento de competências de investigação e trabalho colaborativo. Este processo permitiu aprofundar os conhecimentos teóricos sobre a Educação a Distância, ao mesmo tempo que consolidou práticas de construção coletiva de conhecimento e de organização em grupo.

sábado, 14 de dezembro de 2024

Reflexões sobre a Dataficação da Educação no Ensino Superior: Desafios e Oportunidades


No passado dia 13 de dezembro, decorreu em formato híbrido, a partir de Santarém, o encontro eL@IES 2024. Este evento reuniu especialistas e investigadores para debater o impacto da dataficação da educação no ensino superior, com especial enfoque nas questões éticas, na inovação pedagógica e no potencial transformador dos dados na educação.
Tive a oportunidade de acompanhar os trabalhos online, e partilho, de seguida, algumas das reflexões mais relevantes provenientes das intervenções e dos painéis.

Conferência de Abertura: Um Ecossistema Educativo Inovador e Ético
A sessão iniciou-se com uma conferência de abertura protagonizada por Covadonga Rodrigo, da Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED). Sob o tema "Educational innovation ecosystem based on ethical, inclusive and efficient data science", Covadonga apresentou uma perspetiva abrangente sobre o papel dos dados na construção de ecossistemas educativos mais eficazes, mas também éticos e inclusivos.
A oradora alertou para a necessidade de equilibrar o uso de dados como ferramenta de inovação com a preservação dos princípios de privacidade e equidade no ensino superior. Sublinhou, ainda, que a eficiência dos sistemas educativos baseados em dados deve servir um propósito claro: melhorar as oportunidades de aprendizagem e o sucesso dos estudantes.

Painel I: Ética e Integridade Académica na Dataficação do Ensino Superior
O primeiro painel trouxe à discussão uma das dimensões mais críticas da dataficação: a ética. Foram abordadas questões relacionadas com a recolha, análise e utilização de dados no contexto académico, tais como:
A proteção da privacidade dos estudantes e a transparência na gestão dos dados;
Os riscos associados à utilização de algoritmos na avaliação, acompanhamento e tomada de decisões académicas;
O impacto na integridade e na equidade do ensino superior.
As intervenções neste painel destacaram que a dataficação, embora promissora, deve ser conduzida de forma responsável e ética, garantindo que os dados não perpetuam desigualdades ou práticas discriminatórias.

Painel II: A Dataficação como Inovação Pedagógica
No segundo painel, o foco centrou-se na inovação pedagógica proporcionada pela dataficação. Os intervenientes apresentaram exemplos concretos de como os dados podem ser utilizados para:
Personalizar o ensino e a aprendizagem, através de feedback automatizado e adaptativo;
Identificar dificuldades e intervenções pedagógicas de forma proativa;
Apoiar a tomada de decisões baseadas em evidências.
No entanto, foi reiterado que a inovação deve ser acompanhada de uma reflexão crítica sobre a sua implementação, uma vez que a dependência excessiva de dados pode reduzir o papel do educador a uma função meramente técnica.

Painel III: Dataficação como Motor de Transformação Educacional
O terceiro painel apresentou a dataficação como um elemento transformador da educação superior. Discutiram-se as seguintes questões:
Como podem os dados contribuir para políticas educativas mais eficazes?
De que forma pode a dataficação apoiar a gestão institucional, promovendo maior eficiência e qualidade no ensino?
Foi defendida a necessidade de uma visão integradora, que alie a transformação tecnológica à humanização da educação, assegurando que os avanços tecnológicos têm como prioridade o desenvolvimento integral do estudante.

Mesa Redonda: Unidades de EaD e Inovação Pedagógica
A sessão culminou com uma mesa redonda, onde foram abordados os desafios e oportunidades das unidades de Educação a Distância (EaD) no atual panorama digital. Os participantes discutiram a importância de:
Integrar abordagens pedagógicas inovadoras suportadas por dados;
Garantir a qualidade, acessibilidade e inclusão no ensino a distância;
Preparar os docentes e as instituições para utilizarem os dados de forma crítica e estratégica.
A partilha de experiências reforçou o papel crucial da EaD na democratização do ensino, especialmente num contexto marcado pela transformação digital.

Reflexões Finais
O encontro eL@IES 2024 permitiu uma reflexão profunda sobre a dataficação da educação no ensino superior, abordando-a como um processo com grande potencial transformador, mas igualmente desafiante. A implementação de práticas baseadas em dados exige uma abordagem ética e crítica, centrada no respeito pelos direitos dos estudantes e no fortalecimento das oportunidades de aprendizagem.
Ao assistir a este evento, ficou claro que a educação superior atravessa um momento decisivo: a integração dos dados e das tecnologias deve ser encarada como uma oportunidade para construir uma educação mais justa, inclusiva e inovadora.


quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Autenticidade e Transparência na Rede: Desafios e Reflexões

https://bit.ly/4iofJW9


No cenário digital contemporâneo da comunicação em rede, a autenticidade e a transparência emergem como conceitos centrais para o entendimento e a gestão da informação. Num ambiente caracterizado pela globalização e pela proliferação de fontes, surge a questão: é possível assegurar a autenticidade da informação? Poderá esta garantia ser obtida através da transparência? Quem é responsável pela validação e autenticação dos conteúdos disseminados?                                                                     

A Rede e os Seus Mediadores

Para Manuel Castells (2000), as redes de informação não constituem apenas um meio, mas também um fim, estruturando as relações de poder, produção e experiência na sociedade contemporânea. A descentralização característica da comunicação em rede desloca os centros tradicionais de controlo e validação da informação, delegando à própria rede e às suas comunidades o papel de mediadores. Em teoria, tal promove a democratização do acesso à informação, mas também cria um paradoxo: como confiar em sistemas que não possuem uma autoridade central clara?

Um exemplo prático é o impacto das redes sociais na disseminação de notícias. Durante eventos globais como a pandemia de COVID-19, plataformas como o Twitter (atual X) tornaram-se fontes primárias de informação em tempo real. No entanto, esta descentralização também facilitou a propagação de desinformação, evidenciando a necessidade de sistemas eficazes de verificação.

Baudrillard (1981) alerta para o conceito de simulacro, destacando que a hiper-realidade gerada pela mediação digital pode mascarar a verdade ao ponto de a tornar irreconhecível. Este facto conduz à reflexão de que a transparência, por si só, pode não ser suficiente para assegurar a autenticidade. Afinal, o que é transparente também pode ser manipulado. Um exemplo claro é a manipulação de imagens e vídeos através de tecnologias como deepfake, que dificultam a distinção entre o real e o fabricado.

Validação Comunitária e Confiança

Nos ambientes digitais, a validação da informação tem sido, muitas vezes, atribuída à própria comunidade. Plataformas como a Wikipedia demonstram como processos colaborativos podem produzir conteúdos de alta qualidade. Contudo, mesmo nesses casos, a fiabilidade depende de mecanismos robustos de revisão, transparência nos processos de edição e adesão a padrões rigorosos de verificação de factos.

Por exemplo, a Wikipedia utiliza um sistema de editores voluntários que monitorizam continuamente alterações, garantindo que fontes sejam citadas e verificáveis. Apesar disso, a plataforma não está imune a erros ou vandalismo, o que sublinha a necessidade de literacia digital por parte dos utilizadores.

A integração de inteligência artificial tem igualmente desempenhado um papel relevante na autenticação e validação da informação. Um caso prático é o uso de algoritmos pelo Facebook e Google para identificar e sinalizar notícias falsas. Contudo, a dependência destas ferramentas exige reflexões éticas profundas, especialmente no que respeita aos vieses incorporados nos algoritmos e aos limites da sua capacidade de interpretação contextual.

Transparência dos Processos de Partilha

A transparência nos processos de partilha é frequentemente apontada como um pilar essencial para garantir a qualidade da informação. Este princípio inclui a divulgação das fontes, o acesso aberto aos dados primários e a clareza sobre os autores e as suas intenções. Contudo, como destaca Habermas (1984) na sua teoria da ação comunicativa, a comunicação transparente apenas é eficaz quando existe um compromisso coletivo com a veracidade e a compreensibilidade.

Por exemplo, projetos como o Open Data promovem a partilha de informações governamentais para reforçar a transparência e a responsabilização. No entanto, o uso desses dados por terceiros nem sempre respeita as intenções originais, levantando questões sobre a idoneidade do uso da informação partilhada.

Garantindo a Qualidade e a Idoneidade

Para assegurar a qualidade da informação, é fundamental implementar práticas de literacia digital que capacitem os utilizadores a avaliar criticamente o conteúdo. Estas práticas incluem a identificação de fontes fiáveis, a verificação independente de factos e a compreensão dos interesses subjacentes à criação e disseminação de informação. A idoneidade do uso dessa informação depende de normas éticas claras e de uma regulação transparente que respeite a liberdade de expressão, enquanto combate a desinformação.

Por exemplo, iniciativas educativas como o programa Media Smart ajudam jovens a desenvolver competências críticas para distinguir entre informação verdadeira e enganosa, capacitando-os como cidadãos informados e responsáveis.

Conclusão

A busca pela autenticidade e pela transparência na rede constitui um desafio multifacetado que exige colaboração entre indivíduos, comunidades, plataformas digitais e entidades reguladoras. Num mundo de hiper-realidade, como descrito por Baudrillard (1991), e de redes descentralizadas, como apontado por Castells (2002), a confiança e a qualidade da informação dependem tanto da tecnologia como dos valores partilhados pelos seus utilizadores. Apenas através de um compromisso coletivo com a ética, a educação e a responsabilidade social poderemos navegar com segurança por esta nova paisagem informacional.

 

Referências

Baudrillard, J. (1991). Simulacros e simulação (M. R. Alves, Trad.). Relógio D’Água. (Original publicado em 1981)

Castells, M. (2002). A sociedade em rede: A era da informação: Economia, sociedade e cultura (Vol. 1). São Paulo: Paz e Terra.

Habermas, J. (1984). The theory of communicative action. Beacon Press.

domingo, 8 de dezembro de 2024

2 REA disponíveis online - Tópico 2

REA Selecionado 1:

Endereço: Europeana
Critérios de Seleção:
1. Credibilidade da Fonte: A Europeana é uma plataforma de recursos educacionais digitalmente acessíveis, mantida pela União Europeia. Ela disponibiliza conteúdos provenientes de várias instituições culturais e educativas de renome internacional.
Fundamentação: A confiabilidade da Europeana está firmemente sustentada na sua origem institucional e na vasta gama de coleções curadas, que incluem documentos históricos, arquivos culturais, imagens e vídeos provenientes de museus, bibliotecas e arquivos de prestígio. Isto garante que os recursos disponibilizados sejam de elevada qualidade e relevantes para a aprendizagem.
2. Variedade de Conteúdos Multimodais: A Europeana oferece uma ampla gama de recursos multimodais, como imagens, vídeos, áudios e textos, que abordam diversos temas, desde arte e história até ciências sociais e mais.
Fundamentação: A diversidade de formatos de conteúdo é um grande trunfo da plataforma, permitindo atender a diferentes estilos de aprendizagem. A combinação de diferentes tipos de mídia facilita a compreensão de conceitos, especialmente em disciplinas que envolvem contexto visual e auditivo.
3. Envolvimento com o Património Cultural: A Europeana disponibiliza recursos que incentivam a exploração do património cultural, artístico e histórico europeu, proporcionando aos alunos uma compreensão mais profunda sobre as diversas culturas e tradições que compõem o continente.
Fundamentação: Trabalhar com materiais que abordam o património cultural permite que os alunos não só compreendam a história e a arte da Europa, mas também desenvolvam uma perspectiva crítica sobre a diversidade cultural e histórica do continente, valorizando o intercâmbio cultural.
4. Acessibilidade e Usabilidade: O site da Europeana é projetado para ser fácil de navegar, com filtros de pesquisa bem estruturados, que facilitam a busca por temas específicos. A plataforma também está disponível em diversos idiomas, tornando o acesso ainda mais abrangente.
Fundamentação: A interface intuitiva e a possibilidade de pesquisa avançada tornam o site acessível a todos os utilizadores, incluindo estudantes e professores. A disponibilidade em múltiplos idiomas aumenta a acessibilidade e a inclusão de alunos de diferentes origens.
5. Qualidade Educativa: Os recursos oferecidos na Europeana são criteriosamente selecionados e curados para garantir que os alunos tenham acesso a informações educacionais relevantes, precisas e de alto valor pedagógico.
Fundamentação: A qualidade do conteúdo da Europeana é assegurada pela curadoria feita por especialistas, o que garante que os alunos encontrem recursos educativos de valor, que não só aprofundam o seu conhecimento, mas também fomentam a reflexão crítica sobre os tópicos abordados.
Possíveis adaptações:
Criar materiais de apoio, como guias de navegação e resumos de textos mais complexos, para apoiar alunos com dificuldades na interpretação de textos históricos ou culturais densos.
Incluir sugestões de atividades práticas que envolvam uma análise mais interativa dos materiais, como a criação de projetos de pesquisa ou debates baseados nas coleções exploradas.

Plano de Atividade de Aprendizagem: (feito com base num Cenário de aprendizagem)
1. Objetivo: Promover a compreensão dos alunos sobre a diversidade cultural e histórica da Europa, através da exploração do património europeu disponível na plataforma Europeana.
2. Descrição: Os alunos terão a tarefa de explorar a Europeana e escolher uma coleção que aborde um tema cultural ou histórico de um país europeu. Depois de analisar a coleção, deverão realizar uma pesquisa mais aprofundada sobre o tema escolhido e apresentar as suas descobertas para a turma.
3. Metodologia: A atividade será dividida em duas fases: a exploração inicial dos conteúdos na plataforma de forma autónoma, seguida de uma discussão em grupo, onde os alunos partilharão o que aprenderam. Cada aluno ou grupo de alunos deverá escolher uma coleção e preparar uma apresentação de 5 a 10 minutos sobre o tema escolhido, destacando os aspetos culturais, históricos ou artísticos que consideraram mais interessantes.
4. Avaliação: A avaliação será baseada na qualidade da pesquisa realizada, na análise crítica dos conteúdos selecionados e na apresentação final. A participação nas discussões e o envolvimento nas atividades de exploração também serão considerados.

A Europeana oferece uma rica diversidade de recursos multimodais, que são ideais para atividades educativas focadas na exploração de patrimónios culturais e históricos, estimulando a aprendizagem ativa, reflexiva e interativa.
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REA Selecionado 2:

Endereço: Khan Academy
Critérios de Seleção:
1. Credibilidade da Fonte: A Khan Academy é uma plataforma educacional amplamente reconhecida e respeitada, fundada por Salman Khan. A plataforma oferece recursos educativos curados e está disponível gratuitamente, sendo apoiada por uma comunidade global de educadores e especialistas.
Fundamentação: A Khan Academy possui uma sólida reputação na área da educação devido à qualidade dos seus recursos e ao seu compromisso com uma educação acessível a todos. A sua metodologia inovadora tem sido adotada em escolas e instituições em todo o mundo, o que reforça a sua credibilidade.
2. Variedade e Abrangência do Conteúdo: A Khan Academy oferece uma vasta variedade de materiais educativos, incluindo vídeos tutoriais, exercícios interativos e painéis de progresso. As disciplinas abordadas incluem Matemática, Ciências, História, Economia, Artes, entre outras.
Fundamentação: A plataforma cobre uma vasta gama de áreas do conhecimento, o que permite a sua utilização em contextos educativos muito variados. Essa abrangência é útil para adaptar o ensino a diferentes necessidades e interesses dos alunos.
3. Acessibilidade e Usabilidade: O design da plataforma é simples e intuitivo, facilitando a navegação dos alunos. Além disso, a plataforma está disponível em vários idiomas e pode ser acedida através de diferentes dispositivos, como computadores, tablets e smartphones.
Fundamentação: A facilidade de uso e a acessibilidade da plataforma garantem que os alunos possam aprender de forma independente e flexível, sem limitações técnicas. Isso torna a Khan Academy uma ferramenta inclusiva, apta a atender a uma diversidade de estudantes.
4. Capacidade de Personalização: A Khan Academy permite que os alunos avancem ao seu próprio ritmo, escolham os tópicos que desejam explorar e revisem os conteúdos sempre que necessário. Esta flexibilidade promove uma aprendizagem autodirigida, adaptada às necessidades de cada aluno.
Fundamentação: A personalização da aprendizagem é uma das grandes vantagens da Khan Academy, permitindo que cada aluno se desenvolva ao seu próprio ritmo e escolha as áreas em que sente maior necessidade de aprofundamento.
5. Qualidade Pedagógica e Interatividade: A Khan Academy oferece explicações claras e detalhadas, acompanhadas de exercícios práticos que ajudam os alunos a consolidar o conhecimento adquirido. A interatividade dos exercícios permite que os alunos testem a sua compreensão dos tópicos.
Fundamentação: A combinação de explicações claras com a prática ativa é fundamental para promover a retenção do conhecimento. Os exercícios interativos ajudam a fixar os conceitos de maneira eficiente, favorecendo uma aprendizagem ativa e contínua.
Possíveis adaptações:
Para alunos com dificuldades de leitura, a adição de legendas em português aos vídeos ou a criação de resumos escritos poderá facilitar a compreensão do conteúdo.
Incorporar atividades colaborativas, como fóruns ou grupos de discussão, para promover o trabalho em equipa e a troca de ideias, caso a plataforma permita personalizações nesse sentido.

Plano de Atividade de Aprendizagem:
1. Objetivo: Melhorar as competências matemáticas dos alunos, focando na resolução de problemas de álgebra.
2. Descrição: Os alunos deverão explorar os vídeos e realizar os exercícios interativos disponíveis na Khan Academy sobre álgebra. Após assistirem aos vídeos, terão de resolver uma série de problemas práticos, aplicando os conceitos aprendidos, e registar as suas soluções.
3. Metodologia: A atividade será dividida em três etapas: exploração teórica através dos vídeos da Khan Academy, resolução de exercícios práticos na plataforma e uma discussão final onde os alunos partilharão as dificuldades encontradas e as estratégias usadas para resolver os problemas.
4. Avaliação: A avaliação será feita com base no desempenho nos exercícios, na capacidade de aplicar os conceitos aprendidos e na participação ativa na discussão final, onde os alunos deverão explicar as suas abordagens e soluções.

A Khan Academy é uma plataforma sólida para a aprendizagem autodirigida e interativa, oferecendo flexibilidade e recursos pedagógicos de qualidade que atendem a diferentes ritmos e estilos de aprendizagem dos alunos.

3 fontes / repositórios de recursos educacionais abertos considerados de interesse - Tópico 2

https://bit.ly/4f2iRE8

 1. OER Commons

Descrição: O OER Commons é uma plataforma global que reúne recursos educacionais abertos em múltiplas disciplinas e níveis de ensino. Este repositório proporciona um amplo acervo de materiais que podem ser utilizados, adaptados e redistribuídos sob licenças abertas, permitindo a personalização para diferentes contextos educativos.

Fundamentação da Escolha:

  • Acessibilidade e Usabilidade: A interface intuitiva do OER Commons facilita a navegação e a pesquisa de materiais, tornando-o acessível para professores, formadores e estudantes.
  • Diversidade de Recursos: A coleção inclui planos de aula, atividades interativas, livros digitais e outros recursos multimodais, promovendo uma abordagem inclusiva e diversificada ao ensino e à aprendizagem.
  • Colaboração Global: A plataforma promove o trabalho colaborativo entre educadores de várias partes do mundo, contribuindo para a disseminação do conhecimento.

Relevância Académica: Este repositório é amplamente citado na literatura sobre REA, sendo considerado uma referência para práticas pedagógicas inovadoras.

Link: www.oercommons.org

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2. MERLOT (Multimedia Educational Resource for Learning and Online Teaching)

Descrição: O MERLOT é um dos repositórios mais antigos e consolidados no domínio dos REA, disponibilizando uma vasta gama de recursos multimédia criados por educadores e especialistas. É uma iniciativa que visa apoiar a integração da tecnologia na educação, com materiais de qualidade em diversas línguas.

Fundamentação da Escolha:

  • Avaliação dos Utilizadores: Uma característica diferenciadora do MERLOT é o sistema de revisão por pares, que assegura a qualidade pedagógica e técnica dos materiais disponibilizados.
  • Interdisciplinaridade: O repositório cobre uma ampla variedade de áreas do conhecimento, sendo uma ferramenta valiosa para o ensino universitário e a formação contínua de professores.
  • Recursos Interativos: Inclui simulações, vídeos, tutoriais e estudos de caso, que fomentam aprendizagens ativas e contextualizadas.

Relevância Académica: Este repositório é amplamente utilizado em projetos de investigação e desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras, sendo mencionado em estudos sobre ensino superior e eLearning.

Link: www.merlot.org

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3. Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)

Descrição: O RCAAP é um portal nacional que reúne publicações científicas e recursos educacionais produzidos em instituições de ensino superior portuguesas. Embora tenha um foco inicial em artigos e teses, também disponibiliza materiais educacionais que podem ser usados como REA. Desempenha um papel central na democratização do conhecimento científico e na promoção da cultura de partilha de recursos.

Fundamentação da Escolha:

  • Apoio Institucional: É uma iniciativa promovida pelo governo português em parceria com universidades, garantindo a credibilidade e a qualidade dos materiais.
  • Acesso Livre: Todos os conteúdos são gratuitos e podem ser reutilizados para fins educativos.
  • Relevância para a comunidade lusófona: Disponibiliza recursos em português, promovendo o acesso e a utilização por docentes e alunos de países de língua portuguesa.

A sua relevância académica pode ser analisada sob diferentes perspetivas:

  • Credibilidade e Qualidade dos Materiais: O RCAAP reúne conteúdos produzidos por instituições de ensino superior portuguesas, como artigos científicos, dissertações, teses e relatórios. Este fator assegura a alta qualidade e a relevância dos materiais, que passam por processos de revisão académica e validação institucional.
  • Fomento à Investigação Aberta: Ao promover o acesso aberto, o RCAAP alinha-se às políticas de ciência aberta defendidas pela União Europeia e pela UNESCO, facilitando o acesso ao conhecimento e promovendo práticas de investigação mais colaborativas e transparentes.
  • Facilidade de Reutilização Pedagógica: Embora o foco inicial esteja na disseminação de investigação científica, muitos dos recursos podem ser utilizados como apoio pedagógico em contextos educativos. Por exemplo, artigos e estudos de caso podem servir como base para atividades de análise crítica, desenvolvimento de competências de investigação e elaboração de trabalhos académicos.
  • Contribuição para a Sustentabilidade Educacional: O RCAAP contribui para reduzir custos associados à aquisição de materiais educativos e científicos, promovendo a igualdade de oportunidades no acesso à informação, especialmente em países de menor rendimento.
  • Reconhecimento Internacional: Integrado no movimento de repositórios abertos, o RCAAP colabora com outras iniciativas globais, como o OpenAIRE (Open Access Infrastructure for Research in Europe), reforçando a sua relevância e impacto internacional.

Impacto no Ensino e Aprendizagem

Ao disponibilizar recursos de qualidade, o RCAAP não só enriquece as práticas de ensino e aprendizagem, como também incentiva a produção de novos recursos educacionais abertos, potenciando uma cultura de inovação pedagógica. É uma ferramenta valiosa para professores, investigadores e estudantes que desejam integrar fontes atualizadas e academicamente rigorosas nos seus trabalhos.

Link: www.rcaap.pt



sábado, 23 de novembro de 2024

Workshop: Studio de Playful Learning Design: Desafio da Aprendizagem Invertida

Studio de Playful Learning Design: Desafio da Aprendizagem Invertida


No passado dia 22 de novembro de 2024, pelas 15h00, teve lugar o workshop “Studio de Playful Learning Design: Desafio da Aprendizagem Invertida (Flipped Learning)”, dinamizado pela equipa FLeD, composta por Ana Paula Afonso, Isabel Carvalho, Maria João Spilker e Lina Morgado. Este evento constituiu uma oportunidade ímpar para educadores explorarem e refletirem sobre abordagens pedagógicas inovadoras, centrando-se na aprendizagem flexível invertida e na importância de desenhar cenários de aprendizagem eficazes.

O conceito de aprendizagem flexível invertida

A aprendizagem flexível invertida surge como uma evolução do modelo tradicional de flipped learning, adaptando-o às diferentes realidades educativas e perfis de estudantes. Nesta abordagem, os conteúdos teóricos são disponibilizados para estudo autónomo, fora do ambiente presencial, promovendo a autonomia e a gestão do tempo pelos alunos. Paralelamente, os momentos presenciais são dedicados a atividades que fomentam a colaboração, a criatividade e a reflexão, criando um espaço mais dinâmico e envolvente para a aprendizagem ativa.

O workshop permitiu aos participantes familiarizarem-se com os principais pilares desta metodologia, enfatizando:

  • A criação de cenários de aprendizagem flexíveis, ajustados às necessidades e contextos específicos dos alunos.
  • O papel do professor como mediador e facilitador, responsável por equilibrar e integrar momentos presenciais e online de forma eficaz.
  • O impacto da flexibilidade na promoção da inclusão e do acesso ao conhecimento, respondendo a desafios educativos diversos.

Os contributos do Projeto FLeD

O evento serviu igualmente para dar a conhecer as contribuições do Projeto FLeD, que combina metodologias pedagógicas inovadoras com o uso de recursos digitais. Este projeto disponibiliza ferramentas e estratégias que ajudam os professores a:

  • Criar atividades dinâmicas e adaptadas aos contextos específicos dos seus alunos, incentivando o envolvimento e a participação.
  • Utilizar recursos digitais interativos, tornando o estudo prévio mais acessível e apelativo.
  • Repensar e modernizar práticas tradicionais, alinhando-as com os desafios da educação do século XXI.

Um apelo à transformação pedagógica

O Studio de Playful Learning Design sublinhou a relevância de capacitar os professores para desenvolverem experiências de aprendizagem centradas nos alunos, equilibrando momentos de autonomia com atividades colaborativas. A integração da ludicidade como componente pedagógica acrescenta uma dimensão de dinamismo e motivação que potencia o envolvimento dos estudantes.

Num panorama educativo em constante transformação, a flexibilidade e a personalização emergem como prioridades fundamentais para promover práticas mais inclusivas e eficazes. Este workshop demonstrou como o modelo de aprendizagem flexível invertida, enriquecido pelos contributos do Projeto FLeD, pode transformar significativamente as práticas pedagógicas, preparando educadores e alunos para os desafios do futuro.



segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Tópico 2 - O Processo de Investigação

Tópico 2O Processo de Investigação


Atividade 3

a) Formulação de um problema, questões de investigação e objetivos

b) Escrita científica

O processo de investigação em educação começa com a definição do paradigma do investigador, que orienta a identificação do problema a explorar. É essencial conhecer bem o tema para definir o problema, a partir do qual se formulam as questões, hipóteses (em estudos quantitativos ou mistos) e objetivos. Este tema aborda os princípios que orientam cada etapa do processo investigativo.





Atividade 4
Visualizar o PowerPoint narrado pela docente: problema_questoes_investigacao.mp4

Atividade 5
Ler os artigos disponíveis nos recursos e como opção este recurso:


Atividade 6
Guião da atividade: (trabalho individual)
Problema de Investigação;
Questões de Investigação;
Objetivos: Geral e específicos.


(Trabalho de grupo)
Paradigma e abordagem de investigação: (...)
Problema de investigação: (...) Esta justificação não poderá ultrapassar as 500 palavras.
Objetivo geral da investigação: (...)

(em atualização...)



domingo, 17 de novembro de 2024

Atividade 1: Fundamentos da Educação a Distância: Bibliografia Anotada e Guião de Entrevista - Fase 1

Atividade 1: Fundamentos da Educação a Distância: Bibliografia Anotada e Guião de Entrevista - Fase 1












Atividade individual seguida de debate na Turma

A Atividade 1 introduz os fundamentos e conceitos da Educação a Distância. Durante esta UC de MED, será construída uma Bibliografia Anotada (normas APA) como recurso coletivo da turma. Devem ser incluídos 3 textos obrigatórios e um 4.º texto escolhido individualmente. Após esta fase inicial, o trabalho evolui para uma etapa colaborativa, em que os contributos individuais são aprimorados e, com base nos textos anotados, são elaboradas possíveis questões para um Guião de Entrevista sobre EaD.

Trabalho Individual - Bibliografia Anotada (7 a 20 de novembro)

1. Leitura dos textos:

Aires, L. (2016). E-Learning, educação online e educação aberta: contributos para uma reflexão teórica, RIED, Vol. 19, nº 1,pp. 253-269.

Morgado, L., Neves, A., Teixeira, A. Acolhimento e integração como valor estratégico, (https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/11935/1/linamorgado_aneves_ateixeira_clavesinovadoras.pdf

Dron, J., Anderson, T. (2012). Três gerações da pedagogia de EAD, Revista FOCO. https://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/162


2. Elaboração das anotações para cada um dos textos, seguindo as orientações sobre Bibliografia Anotada (normas APA).

3. Pesquisa e seleção de um 4º texto de outro(s) autor(es) publicado em revista científica da especialidade.

4. Elaboração da anotação do texto selecionado procurando fazer o seu enquadramento face aos textos anteriores.


em atualização...

sábado, 16 de novembro de 2024

Reflexão sobre a Cibercultura de Pierre Lévy: 25 Anos Depois

 Unidade I - Atividade 2

O FENÓMENO DA CIBERCULTURA (I)

Reflexão sobre a Cibercultura de Pierre Lévy: 25 Anos Depois

No seu influente livro Cibercultura (1997), Pierre Lévy, com uma visão quase visionária, abordou as mudanças culturais impulsionadas pelo avanço da internet e das tecnologias digitais. Ele refletiu sobre as transformações que a digitalização traria para a sociedade, antecipando como a conetividade em rede, a descentralização e a personalização impactariam nas nossas formas de comunicação, aprendizagem e compartilhamento de saberes. A ideia de "inteligência colectiva" é central na sua obra: Lévy acredita que o saber é enriquecido pela colaboração entre pessoas interligadas digitalmente, permitindo que o  conhecimento seja partilhado de forma ampla e acessível, com o potencial de ultrapassar barreiras físicas e sociais. (Lévy, 1999, p. 130 a 132). (Lévy, 1999, p. 130 a 132).

Mas o que mudou nos 25 anos desde que esta visão foi publicada? Hoje, ao pensar na cibercultura, vemos um panorama complexo, onde as promessas de Lévy coabitam com desafios inesperados. A sua abordagem visionária, contudo, pode ser complementada pelas reflexões de Manuel Castells, que, na sua análise da sociedade em rede (A Era da Informação, 1996-2000), sublinha as assimetrias de poder e os impactos sociais associados à transformação digital.


Elenco três exemplos concretos que ajudam a pensar a cibercultura moderna à luz das ideias de Lévy e, de forma breve, das perspetivas críticas de Castells.

1. Redes Sociais e Inteligência Coletiva

As redes sociais são o exemplo mais visível de como a "inteligência colectiva" proposta por Lévy se materializou. Plataformas como Facebook, X (antigo Twitter) e Instagram permitem uma interação global e instantânea, conectando-nos a um fluxo constante de informação partilhada, sendo que um problema é que no meio dessa pluralidade existe um mar de rumores/desinformação que cria entraves ao diálogo entre perspetivas antagónicas. (Lévy, 1999, p. 27). Porém, enquanto Lévy via estas redes como um espaço de aprendizagem coletiva, Castells alerta para os impactos do poder concentrado nas grandes corporações que controlam estas plataformas. Problemas como a desinformação, a polarização social e os efeitos negativos na saúde mental dos utilizadores desafiam a utopia da partilha aberta e equitativa de conhecimento. 

2. Recursos Educativos Abertos (REA)

Os Recursos Educativos Abertos (REA) representam um dos aspetos mais positivos da cibercultura no campo da educação. Plataformas como a Khan Academy, a Coursera e a Wikipedia são exemplos do ideal de partilha de conhecimento defendido por Lévy. Estes recursos são acessíveis gratuitamente e oferecem conteúdos educativos a um público global, promovendo a inclusão e a equidade. No entanto, Castells lembra-nos que as desigualdades no acesso à infraestrutura digital continuam a restringir o impacto democratizador destas iniciativas, sobretudo em regiões menos desenvolvidas.


3. Algoritmos e Inteligência Artificial

Os avanços em inteligência artificial (IA) e algoritmos, que possibilitam a personalização das experiências digitais, refletem o ideal de Lévy de uma cibercultura descentralizada e conectada. Contudo, como Castells alerta, os algoritmos também concentram poder e controlam a informação que consumimos, criando “bolhas informativas” que limitam a diversidade de perspetivas. Este fenómeno desafia a visão de Lévy de um espaço digital aberto e neutro, ao evidenciar como as estruturas económicas e políticas influenciam o ambiente digital.


Conclusão: Uma Cibercultura em Transformação

Revisitar a "Cibercultura" de Pierre Lévy, passados 25 anos, é perceber que as promessas de democratização e inteligência coletiva continuam a inspirar, mas convivem com desafios éticos, sociais e políticos que moldam a nossa sociedade em rede. Castells complementa esta análise ao chamar a atenção para as dinâmicas de poder que permeiam a transformação digital.

Para que o ideal de Lévy se concretize plenamente, será necessário enfrentar as desigualdades e os riscos éticos levantados por Castells, promovendo um equilíbrio entre inovação tecnológica e responsabilidade social. Assim, pensar na cibercultura hoje exige uma visão crítica, capaz de integrar os ideais de conetividade e partilha com um compromisso em garantir um ambiente digital mais justo, inclusivo e ético para todos.

Dado o exposto, é inegável que a cibercultura constitui um fenómeno complexo, em constante evolução, intrinsecamente ligado à tecnologia e ao ciberespaço. Este fenómeno impulsiona mudanças sociais significativas, moldando a maneira como aprendemos, interagimos e vivemos. As teorias de Lévy, com as quais concordo, oferecem uma base consistente para compreender as suas implicações na nossa sociedade.

Algumas pesquisas e que poderão ilustrar os conceitos:

Comentando Pierre Lévy: Cibercultura

Pierre Lévy e a Cibercultura

Pierre Lévy - O que é o virtual?

Pierre Lévy - Inteligência coletiva na prática


Referências Bibliográficas:

Lévy, P. (1999). Cibercultura (C. I. da Costa, Trad.). São Paulo: Editora 34. (Obra original publicada em 1997).

Castells, M. (1996-2000). A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.


sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Conferência MOD2EDEL - reflexões

 Conferência MOD2EDEL


A conferência MOD2EDEL , realizada no dia 15 de novembro, destacou-se como um espaço de reflexão e partilha sobre comunicação online em contextos educativos, sendo particularmente relevante para estudantes de doutoramento. Durante o seminário, abordaram-se temas centrais relacionados com as modalidades de comunicação síncrona e assíncrona, com contributos significativos para o avanço da investigação em educação digital.

Comunicação Assíncrona

  • Anotação Social como Alternativa ao Fórum:
  • Os participantes apresentaram resultados de um estudo sobre a perceção dos utilizadores em relação à anotação social, evidenciando-a como uma ferramenta mais dinâmica e colaborativa em comparação com os fóruns tradicionais. Este tema destacou o potencial da anotação social para promover comunidades de aprendizagem mais interativas (MOD2EDEL, 2024).
    Sugestão de investigação: análise das dinâmicas de interação geradas pela anotação social em cursos online e o seu impacto na motivação dos estudantes.   
  • Vídeo Assíncrono em Cursos Online:
  • Irene Carrilho e Rui Pereira exploraram as potencialidades dos vídeos assíncronos como recursos que oferecem flexibilidade e permitem aos estudantes aprender ao seu próprio ritmo. Esta abordagem reforça o papel do vídeo como elemento chave na conceção de estratégias pedagógicas eficazes (MOD2EDEL, 2024).
    Sugestão de investigação: investigação sobre como diferentes formatos de vídeo influenciam a compreensão e retenção de conteúdos.

Comunicação Síncrona

  • Videoconferências em Contextos Híbridos:
  • A utilização de videoconferências em ambientes híbridos foi discutida, destacando-se a sua importância na integração entre o ensino presencial e online. Este formato facilita uma experiência educativa mais rica, aproximando estudantes e docentes em espaços virtuais (MOD2EDEL, 2024).
  • Sugestão de investigação: análise das estratégias de facilitação em videoconferências e o seu impacto na coesão das turmas híbridas.

Presença Social e Discussões Online

Um dos pontos altos da conferência foi a apresentação de uma investigação com métodos mistos sobre a influência da presença social nas discussões online. Os doutorandos mostraram que uma presença social bem gerida contribui para um ambiente de aprendizagem mais envolvente, aumentando o sentimento de pertença e a qualidade das interações (MOD2EDEL, 2024).

Sugestão de investigação: estudo sobre como a presença social pode ser promovida por ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Relevância para Doutorandos

As apresentações realizadas no dia 15 de novembro forneceram uma base sólida para estudantes de doutoramento e não só, interessados em aprofundar as suas investigações sobre comunicação online. As reflexões partilhadas apontam para a necessidade de integrar abordagens inovadoras no desenho de ambientes de aprendizagem digitais, oferecendo um campo vasto para novas explorações.

Referência

MOD2EDEL, (2024). Programa provisório da conferência (MOD2EDEL, 2024).

 

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Tópico 1 - Natureza e características da investigação em Educação

Tópico 1 - Natureza e características da investigação em Educação


Atividade 1: Planeamento na Investigação em Educação
Iniciar um projeto de investigação em Educação exige uma reflexão cuidadosa sobre o percurso metodológico. Devido à complexidade da área, que requer abordagens interdisciplinares, é normal que o investigador precise ajustar e até inovar nas metodologias. As escolhas metodológicas devem ser consistentes com os objetivos do estudo e os quadros teóricos adotados, sendo mais do que simples seleções técnicas.

Para apoiar esta reflexão:
  • Ver o vídeo sobre paradigmas de investigação em Paradigmas da Investigação em Educação – Ciência e Educação.
  • Ler o capítulo 1 (pp. 17-40) do livro de Amado ou a síntese sobre paradigmas disponível em Paradigmas de Investigação Educativa (wixsite.com).
  • Compreender as conexões entre paradigmas e metodologias (quantitativa, qualitativa e mista) através do vídeo indicado.


Atividade 2: Ética na Investigação Educativa
Consultar a Carta Ética da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação (spce.org.pt) e refletir sobre a importância do consentimento informado e da proteção da confidencialidade dos participantes. É essencial garantir o anonimato e explicar claramente os objetivos e os benefícios do estudo.


Atividade 3: Análise de Dissertações ou Teses (máx. 500 palavras) (trabalho individual)
Escolher duas dissertações ou teses sobre eLearning, uma no paradigma interpretativo ou sócio-crítico e outra no paradigma positivista, consultando bases de dados nacionais e internacionais. Indique os trabalhos selecionados, incluindo o link, e responder:

1. Paradigma e Abordagem de Investigação:
Identificar o paradigma e a abordagem metodológica.
A justificação do paradigma é clara e bem fundamentada? Está explicitamente apresentada ou implícita na descrição da abordagem?

2. Questões Éticas:
O trabalho aborda questões éticas? Existe uma secção específica para isso?
A recolha e tratamento de dados respeitam o anonimato dos participantes?

(em atualização…)

 

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Trabalho coletivo (Wiki) - Definição de Sociedade em Rede

 

Definição de SOCIEDADE EM REDE



É esperado nesta atividade que todos os estudantes da turma virtual procurem construir de forma colaborativa uma definição da noção de SOCIEDADE EM REDE. (Esta atividade prolongar-se-á até ao próximo dia 06 de novembro).

Após colaboração de todos e conforme se encontra na plataforma comum, de trabalho, é possível verificar o mapa conceitual que sintetiza os conceitos e discussões propostas ao decorrer do texto. 
Vale notar que selecionamos como conceito central o proposto por Manuel Castells, uma vez que foi o foco do nosso trabalho, no entanto faz-se menção a outros autores que originalmente definiram o termo Sociedade em Rede.

 


REA - "O que significa ser um "Professor Aberto", uma "Aprendizagem Aberta"?

 O que significa ser um "Professor Aberto", uma "Aprendizagem Aberta"?


(a minha participação no fórum)

Respeitante ao significado do que é ser um "Professor Aberto" e uma "Aprendizagem Aberta", de acordo com as referências e recursos:

Um Professor Aberto é aquele que não só utiliza REA como promove a partilha de conhecimento e a colaboração, adotando uma postura inclusiva e inovadora, conforme defendido por Wiley (2009). Este docente procura criar ambientes de aprendizagem que valorizem a diversidade e a participação ativa dos estudantes, incentivando-os a serem coautores do seu processo educativo.

Por outro lado, a Aprendizagem Aberta refere-se a um processo em que os estudantes assumem um papel ativo, explorando conteúdos de forma autónoma e colaborativa, incentivados a adaptar e personalizar o seu percurso formativo. A apresentação de Wiley (2009) oferece uma perspectiva prática e inspiradora sobre a Educação Aberta, realçando como a abertura não só amplia o acesso ao conhecimento, mas também transforma as práticas pedagógicas, promovendo uma aprendizagem mais ativa e interativa. A visão de Wiley apoia a ideia de que os REA e as PEA representam um caminho poderoso para a inovação na educação e no e-learning.

Em síntese, o OER Handbook for Educators alinha-se com as ideias de Weller, reforçando que a Educação Aberta e as PEA não só democratizam o conhecimento, mas também exigem uma reavaliação das práticas pedagógicas, visando uma educação mais inclusiva e colaborativa, especialmente no contexto do e-learning.

Referências Bibliográficas:

Gurell, Seth (autor) & Wiley, David (editor) (2008). OER Handbook for Educators 1.0.[http://wikieducator.org/OER_Handbook/educator_version_one]

Wiley, David (2009). Open Education [Video]. Keynote in the 2009 Penn State Symposium for Teaching and Learning. Disponível em: