sábado, 23 de novembro de 2024

Workshop: Studio de Playful Learning Design: Desafio da Aprendizagem Invertida

Studio de Playful Learning Design: Desafio da Aprendizagem Invertida


No passado dia 22 de novembro de 2024, pelas 15h00, teve lugar o workshop “Studio de Playful Learning Design: Desafio da Aprendizagem Invertida (Flipped Learning)”, dinamizado pela equipa FLeD, composta por Ana Paula Afonso, Isabel Carvalho, Maria João Spilker e Lina Morgado. Este evento constituiu uma oportunidade ímpar para educadores explorarem e refletirem sobre abordagens pedagógicas inovadoras, centrando-se na aprendizagem flexível invertida e na importância de desenhar cenários de aprendizagem eficazes.

O conceito de aprendizagem flexível invertida

A aprendizagem flexível invertida surge como uma evolução do modelo tradicional de flipped learning, adaptando-o às diferentes realidades educativas e perfis de estudantes. Nesta abordagem, os conteúdos teóricos são disponibilizados para estudo autónomo, fora do ambiente presencial, promovendo a autonomia e a gestão do tempo pelos alunos. Paralelamente, os momentos presenciais são dedicados a atividades que fomentam a colaboração, a criatividade e a reflexão, criando um espaço mais dinâmico e envolvente para a aprendizagem ativa.

O workshop permitiu aos participantes familiarizarem-se com os principais pilares desta metodologia, enfatizando:

  • A criação de cenários de aprendizagem flexíveis, ajustados às necessidades e contextos específicos dos alunos.
  • O papel do professor como mediador e facilitador, responsável por equilibrar e integrar momentos presenciais e online de forma eficaz.
  • O impacto da flexibilidade na promoção da inclusão e do acesso ao conhecimento, respondendo a desafios educativos diversos.

Os contributos do Projeto FLeD

O evento serviu igualmente para dar a conhecer as contribuições do Projeto FLeD, que combina metodologias pedagógicas inovadoras com o uso de recursos digitais. Este projeto disponibiliza ferramentas e estratégias que ajudam os professores a:

  • Criar atividades dinâmicas e adaptadas aos contextos específicos dos seus alunos, incentivando o envolvimento e a participação.
  • Utilizar recursos digitais interativos, tornando o estudo prévio mais acessível e apelativo.
  • Repensar e modernizar práticas tradicionais, alinhando-as com os desafios da educação do século XXI.

Um apelo à transformação pedagógica

O Studio de Playful Learning Design sublinhou a relevância de capacitar os professores para desenvolverem experiências de aprendizagem centradas nos alunos, equilibrando momentos de autonomia com atividades colaborativas. A integração da ludicidade como componente pedagógica acrescenta uma dimensão de dinamismo e motivação que potencia o envolvimento dos estudantes.

Num panorama educativo em constante transformação, a flexibilidade e a personalização emergem como prioridades fundamentais para promover práticas mais inclusivas e eficazes. Este workshop demonstrou como o modelo de aprendizagem flexível invertida, enriquecido pelos contributos do Projeto FLeD, pode transformar significativamente as práticas pedagógicas, preparando educadores e alunos para os desafios do futuro.



segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Tópico 2 - O Processo de Investigação

Tópico 2O Processo de Investigação


Atividade 3

a) Formulação de um problema, questões de investigação e objetivos

b) Escrita científica

O processo de investigação em educação começa com a definição do paradigma do investigador, que orienta a identificação do problema a explorar. É essencial conhecer bem o tema para definir o problema, a partir do qual se formulam as questões, hipóteses (em estudos quantitativos ou mistos) e objetivos. Este tema aborda os princípios que orientam cada etapa do processo investigativo.





Atividade 4
Visualizar o PowerPoint narrado pela docente: problema_questoes_investigacao.mp4

Atividade 5
Ler os artigos disponíveis nos recursos e como opção este recurso:


Atividade 6
Guião da atividade: (trabalho individual)
Problema de Investigação;
Questões de Investigação;
Objetivos: Geral e específicos.


(Trabalho de grupo)
Paradigma e abordagem de investigação: (...)
Problema de investigação: (...) Esta justificação não poderá ultrapassar as 500 palavras.
Objetivo geral da investigação: (...)

(em atualização...)



domingo, 17 de novembro de 2024

Atividade 1: Fundamentos da Educação a Distância: Bibliografia Anotada e Guião de Entrevista - Fase 1

Atividade 1: Fundamentos da Educação a Distância: Bibliografia Anotada e Guião de Entrevista - Fase 1












Atividade individual seguida de debate na Turma

A Atividade 1 introduz os fundamentos e conceitos da Educação a Distância. Durante esta UC de MED, será construída uma Bibliografia Anotada (normas APA) como recurso coletivo da turma. Devem ser incluídos 3 textos obrigatórios e um 4.º texto escolhido individualmente. Após esta fase inicial, o trabalho evolui para uma etapa colaborativa, em que os contributos individuais são aprimorados e, com base nos textos anotados, são elaboradas possíveis questões para um Guião de Entrevista sobre EaD.

Trabalho Individual - Bibliografia Anotada (7 a 20 de novembro)

1. Leitura dos textos:

Aires, L. (2016). E-Learning, educação online e educação aberta: contributos para uma reflexão teórica, RIED, Vol. 19, nº 1,pp. 253-269.

Morgado, L., Neves, A., Teixeira, A. Acolhimento e integração como valor estratégico, (https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/11935/1/linamorgado_aneves_ateixeira_clavesinovadoras.pdf

Dron, J., Anderson, T. (2012). Três gerações da pedagogia de EAD, Revista FOCO. https://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/162


2. Elaboração das anotações para cada um dos textos, seguindo as orientações sobre Bibliografia Anotada (normas APA).

3. Pesquisa e seleção de um 4º texto de outro(s) autor(es) publicado em revista científica da especialidade.

4. Elaboração da anotação do texto selecionado procurando fazer o seu enquadramento face aos textos anteriores.


em atualização...

sábado, 16 de novembro de 2024

Reflexão sobre a Cibercultura de Pierre Lévy: 25 Anos Depois

 Unidade I - Atividade 2

O FENÓMENO DA CIBERCULTURA (I)

Reflexão sobre a Cibercultura de Pierre Lévy: 25 Anos Depois

No seu influente livro Cibercultura (1997), Pierre Lévy, com uma visão quase visionária, abordou as mudanças culturais impulsionadas pelo avanço da internet e das tecnologias digitais. Ele refletiu sobre as transformações que a digitalização traria para a sociedade, antecipando como a conetividade em rede, a descentralização e a personalização impactariam nas nossas formas de comunicação, aprendizagem e compartilhamento de saberes. A ideia de "inteligência colectiva" é central na sua obra: Lévy acredita que o saber é enriquecido pela colaboração entre pessoas interligadas digitalmente, permitindo que o  conhecimento seja partilhado de forma ampla e acessível, com o potencial de ultrapassar barreiras físicas e sociais. (Lévy, 1999, p. 130 a 132). (Lévy, 1999, p. 130 a 132).

Mas o que mudou nos 25 anos desde que esta visão foi publicada? Hoje, ao pensar na cibercultura, vemos um panorama complexo, onde as promessas de Lévy coabitam com desafios inesperados. A sua abordagem visionária, contudo, pode ser complementada pelas reflexões de Manuel Castells, que, na sua análise da sociedade em rede (A Era da Informação, 1996-2000), sublinha as assimetrias de poder e os impactos sociais associados à transformação digital.


Elenco três exemplos concretos que ajudam a pensar a cibercultura moderna à luz das ideias de Lévy e, de forma breve, das perspetivas críticas de Castells.

1. Redes Sociais e Inteligência Coletiva

As redes sociais são o exemplo mais visível de como a "inteligência colectiva" proposta por Lévy se materializou. Plataformas como Facebook, X (antigo Twitter) e Instagram permitem uma interação global e instantânea, conectando-nos a um fluxo constante de informação partilhada, sendo que um problema é que no meio dessa pluralidade existe um mar de rumores/desinformação que cria entraves ao diálogo entre perspetivas antagónicas. (Lévy, 1999, p. 27). Porém, enquanto Lévy via estas redes como um espaço de aprendizagem coletiva, Castells alerta para os impactos do poder concentrado nas grandes corporações que controlam estas plataformas. Problemas como a desinformação, a polarização social e os efeitos negativos na saúde mental dos utilizadores desafiam a utopia da partilha aberta e equitativa de conhecimento. 

2. Recursos Educativos Abertos (REA)

Os Recursos Educativos Abertos (REA) representam um dos aspetos mais positivos da cibercultura no campo da educação. Plataformas como a Khan Academy, a Coursera e a Wikipedia são exemplos do ideal de partilha de conhecimento defendido por Lévy. Estes recursos são acessíveis gratuitamente e oferecem conteúdos educativos a um público global, promovendo a inclusão e a equidade. No entanto, Castells lembra-nos que as desigualdades no acesso à infraestrutura digital continuam a restringir o impacto democratizador destas iniciativas, sobretudo em regiões menos desenvolvidas.


3. Algoritmos e Inteligência Artificial

Os avanços em inteligência artificial (IA) e algoritmos, que possibilitam a personalização das experiências digitais, refletem o ideal de Lévy de uma cibercultura descentralizada e conectada. Contudo, como Castells alerta, os algoritmos também concentram poder e controlam a informação que consumimos, criando “bolhas informativas” que limitam a diversidade de perspetivas. Este fenómeno desafia a visão de Lévy de um espaço digital aberto e neutro, ao evidenciar como as estruturas económicas e políticas influenciam o ambiente digital.


Conclusão: Uma Cibercultura em Transformação

Revisitar a "Cibercultura" de Pierre Lévy, passados 25 anos, é perceber que as promessas de democratização e inteligência coletiva continuam a inspirar, mas convivem com desafios éticos, sociais e políticos que moldam a nossa sociedade em rede. Castells complementa esta análise ao chamar a atenção para as dinâmicas de poder que permeiam a transformação digital.

Para que o ideal de Lévy se concretize plenamente, será necessário enfrentar as desigualdades e os riscos éticos levantados por Castells, promovendo um equilíbrio entre inovação tecnológica e responsabilidade social. Assim, pensar na cibercultura hoje exige uma visão crítica, capaz de integrar os ideais de conetividade e partilha com um compromisso em garantir um ambiente digital mais justo, inclusivo e ético para todos.

Dado o exposto, é inegável que a cibercultura constitui um fenómeno complexo, em constante evolução, intrinsecamente ligado à tecnologia e ao ciberespaço. Este fenómeno impulsiona mudanças sociais significativas, moldando a maneira como aprendemos, interagimos e vivemos. As teorias de Lévy, com as quais concordo, oferecem uma base consistente para compreender as suas implicações na nossa sociedade.

Algumas pesquisas e que poderão ilustrar os conceitos:

Comentando Pierre Lévy: Cibercultura

Pierre Lévy e a Cibercultura

Pierre Lévy - O que é o virtual?

Pierre Lévy - Inteligência coletiva na prática


Referências Bibliográficas:

Lévy, P. (1999). Cibercultura (C. I. da Costa, Trad.). São Paulo: Editora 34. (Obra original publicada em 1997).

Castells, M. (1996-2000). A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.


sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Conferência MOD2EDEL - reflexões

 Conferência MOD2EDEL


A conferência MOD2EDEL , realizada no dia 15 de novembro, destacou-se como um espaço de reflexão e partilha sobre comunicação online em contextos educativos, sendo particularmente relevante para estudantes de doutoramento. Durante o seminário, abordaram-se temas centrais relacionados com as modalidades de comunicação síncrona e assíncrona, com contributos significativos para o avanço da investigação em educação digital.

Comunicação Assíncrona

  • Anotação Social como Alternativa ao Fórum:
  • Os participantes apresentaram resultados de um estudo sobre a perceção dos utilizadores em relação à anotação social, evidenciando-a como uma ferramenta mais dinâmica e colaborativa em comparação com os fóruns tradicionais. Este tema destacou o potencial da anotação social para promover comunidades de aprendizagem mais interativas (MOD2EDEL, 2024).
    Sugestão de investigação: análise das dinâmicas de interação geradas pela anotação social em cursos online e o seu impacto na motivação dos estudantes.   
  • Vídeo Assíncrono em Cursos Online:
  • Irene Carrilho e Rui Pereira exploraram as potencialidades dos vídeos assíncronos como recursos que oferecem flexibilidade e permitem aos estudantes aprender ao seu próprio ritmo. Esta abordagem reforça o papel do vídeo como elemento chave na conceção de estratégias pedagógicas eficazes (MOD2EDEL, 2024).
    Sugestão de investigação: investigação sobre como diferentes formatos de vídeo influenciam a compreensão e retenção de conteúdos.

Comunicação Síncrona

  • Videoconferências em Contextos Híbridos:
  • A utilização de videoconferências em ambientes híbridos foi discutida, destacando-se a sua importância na integração entre o ensino presencial e online. Este formato facilita uma experiência educativa mais rica, aproximando estudantes e docentes em espaços virtuais (MOD2EDEL, 2024).
  • Sugestão de investigação: análise das estratégias de facilitação em videoconferências e o seu impacto na coesão das turmas híbridas.

Presença Social e Discussões Online

Um dos pontos altos da conferência foi a apresentação de uma investigação com métodos mistos sobre a influência da presença social nas discussões online. Os doutorandos mostraram que uma presença social bem gerida contribui para um ambiente de aprendizagem mais envolvente, aumentando o sentimento de pertença e a qualidade das interações (MOD2EDEL, 2024).

Sugestão de investigação: estudo sobre como a presença social pode ser promovida por ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Relevância para Doutorandos

As apresentações realizadas no dia 15 de novembro forneceram uma base sólida para estudantes de doutoramento e não só, interessados em aprofundar as suas investigações sobre comunicação online. As reflexões partilhadas apontam para a necessidade de integrar abordagens inovadoras no desenho de ambientes de aprendizagem digitais, oferecendo um campo vasto para novas explorações.

Referência

MOD2EDEL, (2024). Programa provisório da conferência (MOD2EDEL, 2024).

 

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Tópico 1 - Natureza e características da investigação em Educação

Tópico 1 - Natureza e características da investigação em Educação


Atividade 1: Planeamento na Investigação em Educação
Iniciar um projeto de investigação em Educação exige uma reflexão cuidadosa sobre o percurso metodológico. Devido à complexidade da área, que requer abordagens interdisciplinares, é normal que o investigador precise ajustar e até inovar nas metodologias. As escolhas metodológicas devem ser consistentes com os objetivos do estudo e os quadros teóricos adotados, sendo mais do que simples seleções técnicas.

Para apoiar esta reflexão:
  • Ver o vídeo sobre paradigmas de investigação em Paradigmas da Investigação em Educação – Ciência e Educação.
  • Ler o capítulo 1 (pp. 17-40) do livro de Amado ou a síntese sobre paradigmas disponível em Paradigmas de Investigação Educativa (wixsite.com).
  • Compreender as conexões entre paradigmas e metodologias (quantitativa, qualitativa e mista) através do vídeo indicado.


Atividade 2: Ética na Investigação Educativa
Consultar a Carta Ética da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação (spce.org.pt) e refletir sobre a importância do consentimento informado e da proteção da confidencialidade dos participantes. É essencial garantir o anonimato e explicar claramente os objetivos e os benefícios do estudo.


Atividade 3: Análise de Dissertações ou Teses (máx. 500 palavras) (trabalho individual)
Escolher duas dissertações ou teses sobre eLearning, uma no paradigma interpretativo ou sócio-crítico e outra no paradigma positivista, consultando bases de dados nacionais e internacionais. Indique os trabalhos selecionados, incluindo o link, e responder:

1. Paradigma e Abordagem de Investigação:
Identificar o paradigma e a abordagem metodológica.
A justificação do paradigma é clara e bem fundamentada? Está explicitamente apresentada ou implícita na descrição da abordagem?

2. Questões Éticas:
O trabalho aborda questões éticas? Existe uma secção específica para isso?
A recolha e tratamento de dados respeitam o anonimato dos participantes?

(em atualização…)

 

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Trabalho coletivo (Wiki) - Definição de Sociedade em Rede

 

Definição de SOCIEDADE EM REDE



É esperado nesta atividade que todos os estudantes da turma virtual procurem construir de forma colaborativa uma definição da noção de SOCIEDADE EM REDE. (Esta atividade prolongar-se-á até ao próximo dia 06 de novembro).

Após colaboração de todos e conforme se encontra na plataforma comum, de trabalho, é possível verificar o mapa conceitual que sintetiza os conceitos e discussões propostas ao decorrer do texto. 
Vale notar que selecionamos como conceito central o proposto por Manuel Castells, uma vez que foi o foco do nosso trabalho, no entanto faz-se menção a outros autores que originalmente definiram o termo Sociedade em Rede.

 


REA - "O que significa ser um "Professor Aberto", uma "Aprendizagem Aberta"?

 O que significa ser um "Professor Aberto", uma "Aprendizagem Aberta"?


(a minha participação no fórum)

Respeitante ao significado do que é ser um "Professor Aberto" e uma "Aprendizagem Aberta", de acordo com as referências e recursos:

Um Professor Aberto é aquele que não só utiliza REA como promove a partilha de conhecimento e a colaboração, adotando uma postura inclusiva e inovadora, conforme defendido por Wiley (2009). Este docente procura criar ambientes de aprendizagem que valorizem a diversidade e a participação ativa dos estudantes, incentivando-os a serem coautores do seu processo educativo.

Por outro lado, a Aprendizagem Aberta refere-se a um processo em que os estudantes assumem um papel ativo, explorando conteúdos de forma autónoma e colaborativa, incentivados a adaptar e personalizar o seu percurso formativo. A apresentação de Wiley (2009) oferece uma perspectiva prática e inspiradora sobre a Educação Aberta, realçando como a abertura não só amplia o acesso ao conhecimento, mas também transforma as práticas pedagógicas, promovendo uma aprendizagem mais ativa e interativa. A visão de Wiley apoia a ideia de que os REA e as PEA representam um caminho poderoso para a inovação na educação e no e-learning.

Em síntese, o OER Handbook for Educators alinha-se com as ideias de Weller, reforçando que a Educação Aberta e as PEA não só democratizam o conhecimento, mas também exigem uma reavaliação das práticas pedagógicas, visando uma educação mais inclusiva e colaborativa, especialmente no contexto do e-learning.

Referências Bibliográficas:

Gurell, Seth (autor) & Wiley, David (editor) (2008). OER Handbook for Educators 1.0.[http://wikieducator.org/OER_Handbook/educator_version_one]

Wiley, David (2009). Open Education [Video]. Keynote in the 2009 Penn State Symposium for Teaching and Learning. Disponível em:


REA - "O que é Educação Aberta? Vantagens e desvantagens?

 O que é Educação Aberta? Vantagens e desvantagens?



(a minha participação no fórum)

A Educação Aberta constitui-se como um movimento que visa democratizar o acesso ao conhecimento e à aprendizagem, utilizando recursos educacionais abertos (REA) e promovendo práticas educativas abertas (PEA) que permitam a reutilização, adaptação e partilha de materiais educativos. Este conceito apoia-se nos princípios da flexibilidade, acessibilidade e colaboração, proporcionando a docentes e estudantes uma ampla gama de recursos e metodologias que podem ser utilizadas e modificadas livremente, promovendo uma cultura de inovação e inclusão no ensino.

Vantagens e Desvantagens da Educação Aberta.

A Educação Aberta traz vantagens significativas no contexto educacional, nomeadamente:

• Acessibilidade e Inclusão: Os REA permitem que qualquer pessoa com acesso à internet possa usufruir de materiais de qualidade, eliminando barreiras económicas e geográficas (Weller, 2010).

• Flexibilidade e Adaptação: Estes recursos podem ser modificados para responder a diferentes contextos e necessidades ,permitindo um ensino mais personalizado (Gurell & Wiley, 2008).

• Inovação Pedagógica: Através das PEA, os professores têm a liberdade de explorar novas metodologias e práticas, potenciando a aprendizagem colaborativa e a criatividade dos estudantes (Wiley, 2009).

Contudo, existem desvantagens e desafios associados:

• Qualidade e Relevância dos REA: A ausência de processos de revisão rigorosos pode resultar em materiais de qualidade variável, exigindo aos educadores um esforço adicional na avaliação e seleção dos recursos.

• Dificuldades Tecnológicas: A falta de acesso a infraestruturas digitais e de competências tecnológicas adequadas pode limitar a adoção plena da Educação Aberta em determinados contextos.

• Sustentabilidade e Atualização dos Recursos: Manter e atualizar os REA requer financiamento e dedicação, algo que muitas iniciativas abertas não conseguem garantir a longo prazo (Weller, 2010).


Referências Bibliográficas:

Weller, Martin (2010). Big and Little OER. In Open Ed 2010 Proceedings. Barcelona: UOC, OU, BYU.[http://hdl.handle.net/10609/4851]

Gurell, Seth (autor) & Wiley, David (editor) (2008). OER Handbook for Educators 1.0.[ http://wikieducator.org/OER_Handbook/educator_version_one ]

Wiley, David (27-09-2011). On OER – Beyond Definitions. Iterating toward openness.[ http://opencontent.org/blog/archives/2015 ]

REA: "O que são e para que servem?"

 "Recursos Educacionais Abertos: o que são e para que servem?"

(a minha participação no fórum)


Diferenças entre recursos abertos e grátis?   6-11


No que diz respeito às diferenças entre Recursos Abertos e Gratuitos, refiro: Os recursos abertos são materiais disponibilizados com licenças que permitem a sua reutilização, modificação e partilha, mantendo a autoria e os direitos atribuídos. Por outro lado, recursos gratuitos podem ser acedidos sem custo, mas não oferecem necessariamente a possibilidade de serem adaptados ou partilhados livremente. Como exposto por Weller (2010), a abertura vai além da gratuidade, uma vez que implica o compromisso de tornar o conhecimento um bem comum, acessível e maleável. Wiley é enfático na distinção entre recursos gratuitos e abertos. Explica ainda que, enquanto os recursos gratuitos oferecem acesso sem custo, os recursos abertos são definidos por sua liberdade de uso. A verdadeira abertura, segundo Wiley, incluia possibilidade de modificar, adaptar e redistribuir os conteúdos, o que promove uma interação mais dinâmica e criativa com os materiais de aprendizagem. Esta distinção é fundamental para compreender o potencial transformador dos REA.

Referências Bibliográficas:

Weller, Martin (2010). Big and Little OER. In Open Ed 2010 Proceedings. Barcelona: UOC, OU, BYU.[http://hdl.handle.net/10609/4851]

Gurell, Seth (autor) & Wiley, David (editor) (2008). OER Handbook for Educators 1.0.[http://wikieducator.org/OER_Handbook/educator_version_one]

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

7-11



Para fortalecer a minha argumentação, gostaria de apresentar exemplos adicionais que ilustram melhor o poder transformador dos REA, com foco especial na sua flexibilidade e adaptabilidade. Academy: Esta plataforma disponibiliza uma ampla gama de materiais de ensino, principalmente em áreas como matemática e ciências, oferecendo vídeos e exercícios práticos gratuitos. Abrangendo diversos níveis educacionais.

A Khan Academy permite que os materiais sejam traduzidos e adaptados para diferentes idiomas através de uma rede colaborativa de tradutores e especialistas. Este modelo contribui para que o conteúdo seja atualizado e contextualizado de forma rápida para diferentes realidades educacionais, maximizando o impacto social dos REA.


Europeana: A Europeana é um excelente exemplo de REA, especialmente no contexto da educação, cultura e preservação histórica. Esta plataforma digital agrega milhões de obras de arte, documentos, livros, vídeos e arquivos históricos de toda a Europa, promovendo o acesso gratuito e a reutilização desses conteúdos para fins educativos, culturais e de investigação. Alguns dos aspetos que tornam a Europeana um exemplo relevante de REA incluem:
  • Diversidade de Conteúdo: A Europeana disponibiliza uma coleção extensa de recursos provenientes de diversas instituições culturais, como bibliotecas, museus e arquivos de vários países europeus, o que permite enriquecer as oportunidades de ensino e aprendizagem com uma perspetiva cultural inclusiva.
  • Licenciamento Flexível: A maioria dos materiais na Europeana está licenciada para permitir o uso livre, com muitos itens em domínio público, facilitando a sua adaptação e reutilização. Além disso, os conteúdos possuem etiquetas de licenciamento claras (como Creative Commons), orientando educadores e alunos sobre os recursos que podem ser editados, adaptados ou redistribuídos de forma legal.
  • Integração com Projetos Educativos: A Europeana possui um programa educativo que incentiva o uso dos seus materiais em contextos escolares e universitários, oferecendo recursos pedagógicos e ideias para atividades em sala de aula. Professores e alunos podem utilizar, adaptar e partilhar projetos que integrem conteúdos da plataforma, promovendo criatividade e inovação.
  • Conteúdos Multilingues: Disponível em várias línguas europeias, a Europeana facilita o acesso para falantes de diferentes idiomas, aspeto essencial em contextos educativos onde a adaptação dos recursos a diferentes públicos é crucial.
  • Acesso ao Património Cultural Digitalizado: A plataforma permite que alunos e professores explorem uma vasta coleção de património cultural e histórico europeu digitalizado, incluindo artefactos raros, manuscritos antigos e pinturas, integrados num ambiente digital propício à aprendizagem e pesquisa. Estes exemplos sublinham um aspeto central dos REA, menos destacado em plataformas como o MIT e o CERT.br: a importância da flexibilidade e da colaboração aberta para garantir que o conhecimento seja atualizado, contextualizado e acessível em múltiplos contextos e idiomas. A abertura dos REA não se limita à gratuidade dos conteúdos, mas inclui a possibilidade de adaptação e apropriação pelo utilizador final, essencial para a sua efetividade a nível global.



sexta-feira, 1 de novembro de 2024

O QUE É SOCIEDADE EM REDE ? ( Unidade I - Atividade 1)

 

         Unidade I - Atividade 1

.

O QUE É SOCIEDADE 

EM REDE ?

Sociedade em Rede - reflexões

Após a análise das leituras e dos vídeos recomendados pelo Professor, assim como a consideração dos contributos dos colegas, apresento o meu contributo para a discussão.

De acordo com Manuel Castells, a "sociedade em rede" representa uma nova configuração social, moldada pela transformação das tecnologias de informação e comunicação digitais. Na sua obra A Sociedade em Rede: A Era da Informação – Economia, Sociedade e Cultura (2003), Castells argumenta que estas tecnologias possibilitaram uma reorganização das relações sociais, ao interligar indivíduos, grupos, empresas e instituições por meio de redes digitais. Esta estrutura permite a circulação acelerada de informações e recursos em escala global, ultrapassando barreiras geográficas e culturais. Para o autor, a sociedade em rede configura-se como um "ecossistema global" em que a conectividade de cada ator social determina as suas oportunidades e a sua posição de poder (Castells, 2003).


A sociedade em rede caracteriza-se, assim, pela existência de "nós" ou pontos de contacto interligados — representando pessoas, organizações e instituições — que interagem numa rede distribuída. A posição de cada ator dentro desta rede digital determina o seu acesso a recursos e a sua capacidade de influência: aqueles que ocupam posições estratégicas, bem conectados na rede, usufruem de maiores oportunidades e capacidade de intervenção, enquanto os que se encontram desconectados ou em posições periféricas enfrentam dificuldades de participação e acesso. Castells observa que esta estrutura digital transforma profundamente os processos económicos, culturais, políticos e de poder, inaugurando uma nova morfologia social que redefine as dinâmicas de inclusão e exclusão (Castells, 2003).


Contudo, Castells sublinha que a sociedade em rede gera desafios significativos, particularmente no que respeita à desigualdade digital. O autor realça que a "estratificação digital" — fenómeno pelo qual o acesso ou a ausência de conectividade determina o posicionamento social e económico dos indivíduos — reflete e amplia desigualdades já existentes. Assim, aqueles que não têm acesso ou capacidade de participar nas redes digitais enfrentam uma crescente marginalização num sistema cada vez mais dependente da tecnologia e da informação (Castells, 2003). Para o autor, a sociedade em rede constitui simultaneamente uma oportunidade de progresso social e um desafio à equidade, exigindo políticas que promovam uma inclusão digital ampla e universal.

Referência Bibliográfica
Castells, M. (2003). A Sociedade em Rede: A Era da Informação – Economia, Sociedade e Cultura, Vol. 1. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian.