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domingo, 30 de março de 2025
1. Pré-projeto (resposta dos colegas)
Tema 1 - Pedagogia do E-Learning: Principais Abordagens Pedagógicas
3. Principais Abordagens Pedagógicas:
Adoção de diferentes abordagens pedagógicas no eLearning
Podemos adotar diferentes abordagens pedagógicas no eLearning, dependendo dos objetivos educativos e do perfil dos estudantes. Com base nas referências fornecidas pelo Professora, algumas das principais abordagens são:
1. Behaviorismo/Cognitivismo
• Enfatiza a transmissão estruturada do conhecimento e a repetição de conteúdos.
Exemplos: ensino programado, avaliações automáticas, aprendizagem baseada em objetivos.
Referência: Anderson & Dron (2011).
2.Construtivismo/Socioconstrutivismo
• Valoriza a construção ativa do conhecimento e a interação entre alunos.
Exemplos: aprendizagem baseada em projetos, fóruns de discussão, atividades colaborativas.
Referências: Salmon (2000); Anderson (2008).
3. Conectivismo
• Destaca a aprendizagem em redes e a importância das conexões digitais.
Exemplos: aprendizagem em comunidades online, curadoria de conteúdos, uso de redes sociais na educação.
Referências: Siemens (2004, 2010); Couros (2010).
4. Metodologias Ativas
Coloca o aluno no centro do processo de aprendizagem, promovendo autonomia e envolvimento.
Exemplos: gamificação, aprendizagem baseada em problemas, flipped classroom.
Referência: Fonseca & Mattar Neto (2017).
5. Aprendizagem Baseada na Presença e Emoção
Considera o papel da presença cognitiva, social e emocional na motivação do estudante online.
Exemplos: mediação pedagógica ativa, suporte personalizado, dinâmicas de interação.
Referências: Oliveira & Morgado (2020); Goodyear et al. (2001).
TEMA 1- EDUCAÇÃO DIGITAL E ECOSSISTEMAS DE APRENDIZAGEM EM REDE
Ecossistemas Digitais: A Base da Aprendizagem na Era da Conectividade
Vivemos num mundo cada vez mais interligado, onde a aprendizagem não acontece apenas em salas de aula físicas, mas também em ambientes digitais dinâmicos e interativos. O conceito de ecossistema digital surge exatamente para descrever essa complexa rede de conexões, interações e fluxos de informação.
O Que é um Ecossistema Digital?
De acordo com Porto e Moreira (2017), um ecossistema digital é um "complexo dinâmico e sinergético de comunidades digitais com suas conexões, relações e dependências [...], que interagem como unidades funcionais e são interligadas por meio de ações, de fluxos de informação e de transação". Ou seja, trata-se de um ambiente de aprendizagem que integra diferentes elementos para proporcionar uma experiência educativa fluida e enriquecedora.
Os Elementos de um Ecossistema Digital
Os ecossistemas digitais são compostos por dois tipos de fatores essenciais:
Fatores bióticos (partes vivas do sistema):
Professores;
Tutores;
Estudantes.
Fatores abióticos (partes não vivas do sistema):
Conteúdos;
Tecnologias;
Ferramentas de aprendizagem.
Ambos os fatores são interdependentes: sem estudantes, professores e tutores, os conteúdos e ferramentas de aprendizagem não têm utilidade; sem tecnologia e recursos, os aprendentes não têm acesso a um ambiente adequado para o desenvolvimento do conhecimento.
Arquitetura dos Ecossistemas Digitais
A estrutura de um ecossistema digital pode variar conforme os objetivos da aprendizagem. Dois modelos frequentemente utilizados são:
LMS (Learning Management System): Um sistema de gestão de aprendizagem que organiza conteúdos de forma estruturada e linear.
PLE (Personal Learning Environment): Um ambiente de aprendizagem personalizado, que rompe com a linearidade e proporciona uma experiência mais dinâmica e colaborativa.
O Impacto da Transformação Digital na Educação
A digitalização trouxe novas possibilidades para o ensino e a aprendizagem. Com ferramentas inovadoras, é possível construir ecossistemas mais eficientes e adaptáveis às necessidades dos utilizadores. O ciclo de transformação digital impacta diretamente a forma como interagimos com o conhecimento e com os outros.
Figura 1 - Transformação Digital
Reflexão Final: O Ecossistema Digital na Aprendizagem
Um ecossistema de aprendizagem é um ambiente dinâmico que depende da interação entre os seus utilizadores e dos recursos disponíveis. Como explica o Professor António Moreira:
"Um ambiente de aprendizagem não é necessariamente um ecossistema de aprendizagem. Um ecossistema pode e deve ser composto por diferentes ambientes de aprendizagem, sejam eles online ou offline. A diversidade é que traz a riqueza ao ecossistema. Não é necessário 'inventar' novas teorias de aprendizagem."
Portanto, ao invés de criar novas abordagens do zero, o ideal é aproveitar as possibilidades oferecidas pelas tecnologias digitais e fomentar um ambiente de aprendizagem rico e diversificado.
Referências
Floridi, L. (2015). The Onlife Manifesto: Being Human in a Hyperconnected Era. Springer Open.
Porto, S., & Moreira, A. (2017). Ambientes de aprendizagem digitais em ecossistemas educativos. ResearchGate. https://www.researchgate.net/publication/322212504_Ambientes_de_Aprendizagem_Digitais_em_Ecossistemas_Educativos
sexta-feira, 28 de março de 2025
Tema 1: Pedagogia do e_learning: O papel do aluno
O papel do aluno no e-Learning
O aluno no eLearning deve assumir um papel ativo, autónomo e colaborativo, participando na construção do conhecimento. Segundo Anderson (2008), a eficácia do ensino online depende do envolvimento do estudante, da sua interação com os conteúdos e da colaboração com pares e professores. Garison (2000) reforça esta visão, defendendo um modelo de aprendizagem transacional, no qual o aluno é um agente ativo no seu próprio percurso.
Siemens (2004) destaca que, no Conectivismo, a aprendizagem ocorre através da interação com redes de conhecimento, exigindo competências para explorar e conectar informações criticamente. Já Neves e Morgado (2022) apontam a autorregulação e a adaptação como desafios fundamentais no ensino a distância.
Assim, o estudante no eLearning não é apenas um recetor de conteúdos, mas um participante ativo que constrói conhecimento através da interação, colaboração e uso estratégico da tecnologia, sendo o seu sucesso determinado tanto pelas metodologias docentes como pela sua capacidade de gerir a própria aprendizagem num ambiente digital dinâmico.
Referências
Anderson, T. (2008). Teaching in an online learning context. In T. Anderson (Ed.), Theory and practice of online learning (2ª ed.). Athabasca University: AU Press.
Garrison, D. R. (2000). Theoretical challenges for distance education in the 21st century: A shift from structural to transactional issues. The Quarterly Review of Distance Education, 1(1), 1–17. https://www.researchgate.net/publication/26455170_Theoretical_Challenges_for_Distance_Education_in_the_21st_Century_A_Shift_from_Structural_to_Transactional_Issues
Neves, A. M., & Morgado, L. (2022). A gestão multi-agendas do estudante a distância. In L. Morgado, M. L. Aires, F. Seabra, J. Paz, & A. Rocha (Eds.), Formação avançada integrada no LE@D 2021-2022 (pp. 49–54). LE@D, Universidade Aberta. https://doi.org/10.34627/leadf.2022.5
quinta-feira, 27 de março de 2025
Tema 1 - Pedagogia do e-Learning: Avaliação e Feedback no E-Learning
4. Avaliação e Feedback no E-Learning
quarta-feira, 26 de março de 2025
Tema 1 - Pedagogia do eLearning - Fundamentos do eLearning
Tema 1 - Pedagogia do eLearning
Foi proposto formar um grupo de trabalho e para tal formamos o Grupo Verde (Rosa Luisa Gaspar, Andrèa Marin, Marisa Ferreira e Rui Pires).
Fazer as leituras recomendadas para o Tema 1 e construir as reflexões fundamentadas, em grupo sobre:
1. Abordagens pedagógicas em elearning
2. O papel do professor em contexto online
Reflexão_Avaliação Pedagógica - Caminhos de mudança
Reflexão_Avaliação Pedagógica - Caminhos de mudança
Par B : Rosa Luisa Gaspar e Marisa Ferreira
Após as leituras infiro o seguinte:
Tema 1 - Pedagogia do eLearning - Elementos do eLearning
2. Elementos do e-Learning:
Anderson, Terry & Dron, Jon (2011). Three generations of distance education pedagogy. IRRODL. Disponível aqui.
Anderson, Terry (2008). Teaching in an Online Learning Context. In Anderson, Terry (Ed.), Theory and Practice of Online Learning (2ª ed.). Athabasca University: AU Press. Disponível aqui.
Couros, Alec (2010). Teaching & Learning in a Networked World. Keynote na conferência Quest 2010. Disponível aqui.Fonseca, S. M., & Mattar Neto, J. A. (2017). Metodologias ativas aplicadas à educação a distância: revisão de literatura. Revista EDaPECI, 17(2), 185–197. Disponível aqui.
Goodyear, P., Salmon, G., Spector, J. M., Steeples, C., & Tickner, S. (2001). Competence for Online Teaching - A Special Report. In Educational Technology, 49(1). Disponível aqui.sábado, 22 de março de 2025
Ecossistema de Educação Digital
O que é um Ecossistema de Educação Digital, como se pode desenvolver, quem são os seus "habitantes" humanos e não humanos, que espaços podem ser criados, que configurações pode assumir?
Um ecossistema de educação digital é, essencialmente, um conjunto de interações entre tecnologias, recursos pedagógicos e as pessoas que o habitam, com o objetivo de promover uma aprendizagem rica, adaptável e inclusiva. Este ecossistema não se limita ao uso de ferramentas tecnológicas, mas integra uma série de elementos que interagem entre si para criar ambientes de aprendizagem dinâmicos e personalizados.
Desenvolver um ecossistema de educação digital envolve uma série de etapas que, embora complexas, são essenciais para garantir que o ambiente seja eficiente e eficaz. Em primeiro lugar, é necessário entender as necessidades pedagógicas e tecnológicas dos alunos e professores. A partir daí, pode-se selecionar as ferramentas mais adequadas, como plataformas de aprendizagem, ferramentas colaborativas e recursos digitais, como as ferramentas da Web 2.0 mencionadas por Carvalho (2008), que facilitam a partilha de conteúdos e a interação em tempo real.
A criação desse ecossistema também implica a integração de várias plataformas de aprendizagem, que podem incluir ambientes virtuais, redes sociais educativas, fóruns de discussão e ferramentas de gestão de conteúdos. Estas devem ser integradas de forma fluida, permitindo uma transição simples e eficaz entre os diferentes espaços de aprendizagem. Além disso, é fundamental que o ecossistema permita a personalização da aprendizagem, ou seja, que cada aluno tenha acesso a conteúdos e atividades adaptados ao seu ritmo, interesses e necessidades, como se propõe na era híbrida e na educação disruptiva discutidas por Moreira (2020).
O ecossistema pode assumir várias configurações e formar diferentes tipos de espaços digitais. Podem ser criados ambientes síncronos, onde os alunos interagem em tempo real com os professores, e ambientes assíncronos, que permitem uma aprendizagem mais flexível e autónoma. Além disso, espaços colaborativos, como wikis e blogs, promovem a interação entre os alunos, e ferramentas de feedback em tempo real ajudam a melhorar o processo de aprendizagem.
Os "habitantes" deste ecossistema são, fundamentalmente, os alunos, os professores, os gestores educativos e os próprios recursos tecnológicos. Os alunos são os protagonistas, e é em torno das suas necessidades e comportamentos que todo o ecossistema deve ser planeado. Os professores desempenham o papel de guias, apoiando os alunos no uso das ferramentas tecnológicas e ajudando-os a desenvolver as competências digitais necessárias. Já os gestores educativos têm um papel crucial na definição das diretrizes pedagógicas e na garantia de que as tecnologias estão a ser utilizadas de forma eficaz e inclusiva.
Em termos de recursos não-humanos, temos as próprias ferramentas tecnológicas, como plataformas de aprendizagem, aplicativos, sistemas de gestão de conteúdo e infraestruturas tecnológicas que suportam todo o ecossistema. Também são fundamentais os conteúdos digitais, que podem variar desde textos e vídeos até jogos educativos e simulações, todos pensados para enriquecer a experiência de aprendizagem. Quando falo em "recursos não-humanos", refiro-me principalmente às ferramentas tecnológicas que sustentam o ecossistema de educação digital. No entanto, reconheço que a expressão pode dar a entender que esses recursos têm um papel ativo na interação, o que não é exatamente o caso.
Se o foco for a questão da interação, é importante fazer uma distinção clara:
Ferramentas Tecnológicas de Suporte – São os ambientes virtuais de aprendizagem, plataformas de gestão de conteúdos, fóruns e aplicações digitais que ajudam a estruturar a comunicação e a organização do ensino, mas que, por si só, não interagem de forma autónoma.
Agentes Inteligentes e Sintéticos – Aqui entram os chatbots, tutores virtuais e sistemas baseados em inteligência artificial, que de facto interagem com alunos e professores. Estes sistemas são capazes de fornecer feedback, ajustar percursos de aprendizagem e adaptar conteúdos com base nas necessidades e no comportamento dos utilizadores.
Se a intenção é realçar os elementos do ecossistema que estabelecem uma interação mais ativa, então faz sentido esclarecer que essa "conversa" acontece, sobretudo, quando falamos de agentes sintéticos e IA.
Este tipo de ecossistema, como sugerido pelo Plano de Ação para a Educação Digital (2021-2027), não é apenas uma questão de adotar tecnologia, mas sim de criar um ambiente que seja dinâmico, interativo e que permita aos alunos aprender de forma personalizada, desenvolvendo não apenas competências académicas, mas também digitais e colaborativas. O sucesso desse modelo depende da colaboração de todos os envolvidos e da capacidade de adaptação a um mundo em constante mudança.
Referências
CARVALHO, Ana Amélia Amorim, org. – “Manual de ferramentas da Web 2.0 para professores”. Lisboa : Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação, 2008. ISBN 978-972-742-294-4.
Plano de Ação para a Educação Digital (2021-2027) - European Education Area
https://education.ec.europa.eu/pt-pt/focus-topics/digital-education/action-plan
Moreira, J. A. (2020). Era híbrida, educação disruptiva e ambientes de aprendizagem [Vídeo]. YouTube.
quinta-feira, 20 de março de 2025
Tema 1: Avaliação Pedagógica - Caminhos de mudança
Atividade 1
(Atividade a pares seguida de discussão no grande grupo)
13 a 28 de março
Competências a desenvolver
- Analisar a evolução do conceito de avaliação pedagógica;
- Caracterizar a avaliação como processo de assistência à aprendizagem;.
- Analisar os caminhos de reforma da avaliação na educação superior em articulação com os princípios teóricos descritos.
Orientações de Trabalho
1º) Constituição de pares e indicação dos mesmos no fórum da atividade;
2º) Leitura e análise dos textos disponibilizados;
3º) Elaboração e apresentação de um texto de 500 palavras sobre as ideias chave dos textos analisados e os pontos de articulação entre ambos (até 25 de março);
4º) Análise dos textos e debate em fórum sobre os mesmos (25 a 28 de março).
sábado, 15 de março de 2025
1.Temáticas para o pré-projeto
Orientações do trabalho:
- Abra um tema no fórum para falar do seu projeto (até 13 de março)
- Identifique o/a tema/problemática principal
- Identifique bibliografia que conheça do tema/problemática
- Formular um problema específico
- Comente o projeto de dois colegas, contribuindo com, pelo menos, uma referência bibliográfica para as temáticas que o/a seu/sua colega vai abordar (até 27 de março)
- Apresente um resumo do capítulo 1 do seu projeto (máximo 2 páginas) e agende uma sessão de videoconferência com o docente (até 10 de abril)
segunda-feira, 10 de março de 2025
1. Conceito de Projeto
1. Conceito de Projeto
Lista de secções
Neste tópico foi apresentado pelo Professor da UC:
Tarefas
- Leia o documento "Estrutura de Projeto". Vamos focar apenas no capítulo 1.
- Abra um tema no fórum para falar do seu projeto
- Identifique o/a tema/problemática principal
- Identifique bibliografia que conheça do tema/problemática
- Formular um problema específico
- Comente o projeto de dois colegas, contribuindo com, pelo menos, uma referência bibliográfica para as temáticas que o/a seu/sua colega vai abordar
- Apresente um resumo do capítulo 1 do seu projeto (máximo 2 páginas) e agende uma sessão de videoconferência com o docente
Datas limite para cada tarefa
- Ao longo da UC
- 13 de março
- 27 de março
- 10 de abril
Cada projeto é único. Vamos discutir os vossos projetos, contribuir para os projetos de um e de outros e começar a primeira peça deste trabalho. Vamos dedicar este tema ao capítulo 1 do documento orientador desta UC "Estrutura de Projeto".
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