domingo, 30 de março de 2025

1. Pré-projeto (resposta dos colegas)

O feedback do colega

O projeto de investigação apresentado é de grande relevância para o cenário atual da educação digital e do desenvolvimento profissional docente. As comunidades de prática (CoP), como destacam Wenger, McDermott e Snyder (2002), desempenham um papel importante na troca de saberes, no apoio mútuo e na construção coletiva de competências, especialmente em contextos online, onde a interação presencial é limitada.
A formulação do problema de investigação e das questões associadas ao projeto é clara e reflete um compromisso em explorar os fatores que promovem a participação ativa dos docentes em CoP e permite compreender como estas impactam nas suas práticas pedagógicas. Além disso, ao identificar desafios e oportunidades, o projeto contribui para um campo em constante evolução e com impacto direto na qualidade do ensino online.
Para aprofundar ainda mais a fundamentação teórica, pode ser incluído um estudo que analisa abordagens pedagógicas em contextos digitais. Por exemplo:

Anderson, T., & Dron, J. (2011). Three generations of distance education pedagogy. The International Review of Research in Open and Distributed Learning, 12(3), 80-97. https://doi.org/10.19173/irrodl.v12i3.890

Este artigo explora a evolução das pedagogias do ensino à distância, destacando perspetivas que podem enriquecer a análise sobre a implementação das CoP em ambientes digitais.
Como próximo passo, poderia incluir uma discussão mais detalhada sobre estratégias tecnológicas para superar os desafios identificados.


Tema 1 - Pedagogia do E-Learning: Principais Abordagens Pedagógicas

 3. Principais Abordagens Pedagógicas:

Adoção de diferentes abordagens pedagógicas no eLearning

  

Podemos adotar diferentes abordagens pedagógicas no eLearning, dependendo dos objetivos educativos e do perfil dos estudantes. Com base nas referências fornecidas pelo Professora, algumas das principais abordagens são:

1. Behaviorismo/Cognitivismo

Enfatiza a transmissão estruturada do conhecimento e a repetição de conteúdos.

Exemplos: ensino programado, avaliações automáticas, aprendizagem baseada em objetivos.

Referência: Anderson & Dron (2011).

2.Construtivismo/Socioconstrutivismo

Valoriza a construção ativa do conhecimento e a interação entre alunos.

Exemplos: aprendizagem baseada em projetos, fóruns de discussão, atividades colaborativas.

Referências: Salmon (2000); Anderson (2008).

3. Conectivismo

Destaca a aprendizagem em redes e a importância das conexões digitais.

Exemplos: aprendizagem em comunidades online, curadoria de conteúdos, uso de redes sociais na educação.

Referências: Siemens (2004, 2010); Couros (2010).

4. Metodologias Ativas

  • Coloca o aluno no centro do processo de aprendizagem, promovendo autonomia e envolvimento.

    Exemplos: gamificação, aprendizagem baseada em problemas, flipped classroom.

    Referência: Fonseca & Mattar Neto (2017).

5. Aprendizagem Baseada na Presença e Emoção

  • Considera o papel da presença cognitiva, social e emocional na motivação do estudante online.

    Exemplos: mediação pedagógica ativa, suporte personalizado, dinâmicas de interação.

    Referências: Oliveira & Morgado (2020); Goodyear et al. (2001).

TEMA 1- EDUCAÇÃO DIGITAL E ECOSSISTEMAS DE APRENDIZAGEM EM REDE

Ecossistemas Digitais: A Base da Aprendizagem na Era da Conectividade

Vivemos num mundo cada vez mais interligado, onde a aprendizagem não acontece apenas em salas de aula físicas, mas também em ambientes digitais dinâmicos e interativos. O conceito de ecossistema digital surge exatamente para descrever essa complexa rede de conexões, interações e fluxos de informação.

O Que é um Ecossistema Digital?

De acordo com Porto e Moreira (2017), um ecossistema digital é um "complexo dinâmico e sinergético de comunidades digitais com suas conexões, relações e dependências [...], que interagem como unidades funcionais e são interligadas por meio de ações, de fluxos de informação e de transação". Ou seja, trata-se de um ambiente de aprendizagem que integra diferentes elementos para proporcionar uma experiência educativa fluida e enriquecedora.

Os Elementos de um Ecossistema Digital

Os ecossistemas digitais são compostos por dois tipos de fatores essenciais:

  • Fatores bióticos (partes vivas do sistema):

    • Professores;

    • Tutores;

    • Estudantes.

  • Fatores abióticos (partes não vivas do sistema):

    • Conteúdos;

    • Tecnologias;

    • Ferramentas de aprendizagem.

Ambos os fatores são interdependentes: sem estudantes, professores e tutores, os conteúdos e ferramentas de aprendizagem não têm utilidade; sem tecnologia e recursos, os aprendentes não têm acesso a um ambiente adequado para o desenvolvimento do conhecimento.

Arquitetura dos Ecossistemas Digitais

A estrutura de um ecossistema digital pode variar conforme os objetivos da aprendizagem. Dois modelos frequentemente utilizados são:

  • LMS (Learning Management System): Um sistema de gestão de aprendizagem que organiza conteúdos de forma estruturada e linear.

  • PLE (Personal Learning Environment): Um ambiente de aprendizagem personalizado, que rompe com a linearidade e proporciona uma experiência mais dinâmica e colaborativa.

O Impacto da Transformação Digital na Educação

A digitalização trouxe novas possibilidades para o ensino e a aprendizagem. Com ferramentas inovadoras, é possível construir ecossistemas mais eficientes e adaptáveis às necessidades dos utilizadores. O ciclo de transformação digital impacta diretamente a forma como interagimos com o conhecimento e com os outros.

Figura 1 - Transformação Digital

Reflexão Final: O Ecossistema Digital na Aprendizagem

Um ecossistema de aprendizagem é um ambiente dinâmico que depende da interação entre os seus utilizadores e dos recursos disponíveis. Como explica o Professor António Moreira:

"Um ambiente de aprendizagem não é necessariamente um ecossistema de aprendizagem. Um ecossistema pode e deve ser composto por diferentes ambientes de aprendizagem, sejam eles online ou offline. A diversidade é que traz a riqueza ao ecossistema. Não é necessário 'inventar' novas teorias de aprendizagem."

Portanto, ao invés de criar novas abordagens do zero, o ideal é aproveitar as possibilidades oferecidas pelas tecnologias digitais e fomentar um ambiente de aprendizagem rico e diversificado.

Referências

sexta-feira, 28 de março de 2025

Tema 1: Pedagogia do e_learning: O papel do aluno

 O papel do aluno no e-Learning

O Papel Ativo do Aluno no eLearning realizado com: AI InVideo. (n.d.). AI InVideo: AI-powered video creation platform. InVideo. AQUI

O aluno no eLearning deve assumir um papel ativo, autónomo e colaborativo, participando na construção do conhecimento. Segundo Anderson (2008), a eficácia do ensino online depende do envolvimento do estudante, da sua interação com os conteúdos e da colaboração com pares e professores. Garison (2000) reforça esta visão, defendendo um modelo de aprendizagem transacional, no qual o aluno é um agente ativo no seu próprio percurso.
Siemens (2004) destaca que, no Conectivismo, a aprendizagem ocorre através da interação com redes de conhecimento, exigindo competências para explorar e conectar informações criticamente. Já Neves e Morgado (2022) apontam a autorregulação e a adaptação como desafios fundamentais no ensino a distância.
Assim, o estudante no eLearning não é apenas um recetor de conteúdos, mas um participante ativo que constrói conhecimento através da interação, colaboração e uso estratégico da tecnologia, sendo o seu sucesso determinado tanto pelas metodologias docentes como pela sua capacidade de gerir a própria aprendizagem num ambiente digital dinâmico.
Referências
Anderson, T. (2008). Teaching in an online learning context. In T. Anderson (Ed.), Theory and practice of online learning (2ª ed.). Athabasca University: AU Press.
Garrison, D. R. (2000). Theoretical challenges for distance education in the 21st century: A shift from structural to transactional issues. The Quarterly Review of Distance Education, 1(1), 1–17. https://www.researchgate.net/publication/26455170_Theoretical_Challenges_for_Distance_Education_in_the_21st_Century_A_Shift_from_Structural_to_Transactional_Issues
Neves, A. M., & Morgado, L. (2022). A gestão multi-agendas do estudante a distância. In L. Morgado, M. L. Aires, F. Seabra, J. Paz, & A. Rocha (Eds.), Formação avançada integrada no LE@D 2021-2022 (pp. 49–54). LE@D, Universidade Aberta. https://doi.org/10.34627/leadf.2022.5

quinta-feira, 27 de março de 2025

Tema 1 - Pedagogia do e-Learning: Avaliação e Feedback no E-Learning

 4. Avaliação e Feedback no E-Learning

A avaliação e o feedback desempenham um papel fundamental no eLearning, influenciando tanto o envolvimento dos estudantes como a eficácia da aprendizagem. Segundo Anderson (2008), a avaliação em contextos online deve ir além da mera medição de resultados, promovendo interações significativas e incentivando a participação ativa dos estudantes. Esse princípio alinha-se à perspetiva de Garrison (2000), que argumenta que a Educação a Distância passou de uma abordagem centrada em estruturas fixas para uma visão transacional, na qual o diálogo e a construção do conhecimento assumem um papel central.
Nesse contexto, diferentes estratégias avaliativas podem ser adotadas.

Referências

Anderson, T. (2008). Teaching in an online learning context. In T. Anderson (Ed.), Theory and practice of online learning (2ª ed.). Athabasca University: AU Press.

Garrison, D. R. (2000). Theoretical challenges for distance education in the 21st century: A shift from structural to transactional issues. The Quarterly Review of Distance Education, 1(1), 1–17. https://www.researchgate.net/publication/26455170_Theoretical_Challenges_for_Distance_Education_in_the_21st_Century_A_Shift_from_Structural_to_Transactional_Issues

quarta-feira, 26 de março de 2025

Tema 1 - Pedagogia do eLearning - Fundamentos do eLearning

 Tema 1 - Pedagogia do eLearning

  • Foi proposto formar um grupo de trabalho e para tal formamos o Grupo Verde (Rosa Luisa Gaspar, Andrèa Marin, Marisa Ferreira e Rui Pires).

  • Fazer as leituras recomendadas para o Tema 1 e construir as reflexões fundamentadas, em grupo sobre:

  • 1. Abordagens pedagógicas em elearning 

    2. O papel do professor em contexto online

Reflexão_Avaliação Pedagógica - Caminhos de mudança

 Reflexão_Avaliação Pedagógica - Caminhos de mudança

Par B : Rosa Luisa Gaspar e Marisa Ferreira

Após as leituras infiro o seguinte:

No texto de Pinto (2016), o autor fala sobre a evolução da avaliação na educação, passando de um modelo mais simples e linear, que apenas mede os conhecimentos dos alunos, para uma abordagem mais complexa e reflexiva. Pinto defende que a avaliação não deve ser vista apenas como uma forma de classificar ou testar o conhecimento dos alunos, mas como um instrumento contínuo que ajuda no desenvolvimento e aprendizagem ao longo do processo educativo. A avaliação, segundo ele, deve ser flexível e adaptada ao contexto dos alunos, promovendo um feedback constante que possibilite o crescimento contínuo.

Boud (2020) discute, por sua vez, os desafios da reforma da avaliação, especialmente no contexto da educação superior. Ele aponta que, embora seja clara a necessidade de mudanças, as práticas tradicionais continuam a ser fortemente utilizadas, dificultando a implementação de novas abordagens. O autor defende que a avaliação deveria ser integrada ao processo de aprendizagem, de forma contínua, oferecendo feedback ao longo do percurso dos alunos, ao invés de ser apenas um momento final, como exames ou provas. Dessa maneira, a avaliação tornaria o processo de aprendizagem mais dinâmico e eficiente.

Ao refletir sobre os textos, podemos perceber que ambos os autores concordam com a ideia de que a avaliação precisa de uma transformação. Em vez de ser um momento único de verificação de aprendizagem, a avaliação deve ser contínua, interligada com o processo educativo e voltada para o acompanhamento do desenvolvimento do aluno. Pinto (2016) e Boud (2020) enfatizam a importância da avaliação formativa, que se dá durante o processo, com o objetivo de apoiar os alunos e ajudá-los a melhorar. Além disso, ambos destacam que a avaliação deve ser adaptada às necessidades de cada aluno e ao contexto educacional em que se insere, para que seja realmente eficaz.

Em suma, esses textos sugerem que a avaliação deve ser encarada como um processo dinâmico e flexível, que contribui para o aprendizado dos alunos de forma contínua, oferecendo feedback e orientação ao longo de sua trajetória educativa. Esse movimento para uma avaliação mais formativa e menos centrada em exames finais é um passo importante para tornar o processo de aprendizagem mais relevante e significativo.

Referências:
Pinto, J. (2016)"A avaliação em educação: Da linearidade dos usos à complexidade das práticas", in: L.Amante & I.Oliveira (coords) "Avaliação das Aprendizagens: Perspetivas , contextos e práticas. Lisboa: Le@D, Universidade Aberta (3-40). http://hdl.handle.net/10400.26/21798

Boud, D. (2020). Retos en la reforma de la evaluación en educación superior: una mirada desde la lejanía.RELIEVE, 26(1), art. M3. http://doi.org/10.7203/relieve.26.1.17088

Tema 1 - Pedagogia do eLearning - Elementos do eLearning

 2. Elementos do e-Learning:

Elementos do e-Learning  (Elementos do e-Learning usando uma ferramenta de IA: Synthesia)

As referências utilizadas foram:

Anderson, Terry & Dron, Jon (2011). Three generations of distance education pedagogy. IRRODL. Disponível aqui.

Anderson, Terry (2008). Teaching in an Online Learning Context. In Anderson, Terry (Ed.), Theory and Practice of Online Learning (2ª ed.). Athabasca University: AU Press. Disponível aqui.

Couros, Alec (2010). Teaching & Learning in a Networked World. Keynote na conferência Quest 2010. Disponível aqui.

Fonseca, S. M., & Mattar Neto, J. A. (2017). Metodologias ativas aplicadas à educação a distância: revisão de literatura. Revista EDaPECI, 17(2), 185–197. Disponível aqui.

Goodyear, P., Salmon, G., Spector, J. M., Steeples, C., & Tickner, S. (2001). Competence for Online Teaching - A Special Report. In Educational Technology, 49(1). Disponível aqui.

Morgado, L., Neves, A., & Teixeira, A. (2016). Acolhimento e Integração como Valor Estratégico: Análise do sistema institucional de apoio ao estudante virtual da UAb. In Cruz, M. & Sánchez-Elvira, A. (Eds.), Claves innovadoras para la prevención del abandono en instituciones de educación abierta y a distancia: experiencias internacionales (pp. 27-55). Ediciones UAPA. Disponível aqui.

Neves, A. M., & Morgado, L. (2022). A Gestão Multi-Agendas do Estudante a Distância. In Morgado, L., Aires, M.L., Seabra, F., Paz, J., & Rocha, A. (Eds.), Formação Avançada integrada no LE@D 2021-2022 (pp. 49-54). LE@D, Universidade Aberta. Disponível aqui.

Oliveira, T., & Morgado, L. (2020). Impacto da dinâmica emocional na aprendizagem em cursos a distância no ensino superior: O papel da presença emocional e das microlideranças. Revista Portuguesa de Educação, 33(2), 177-199. Disponível aqui.

Salmon, G. (2000). E-moderating: The Key to Teaching and Learning Online (2ª ed.). RoutledgeFalmer - Taylor & Francis Group.

Siemens, George (2004). Connectivism: A Learning Theory for the Digital Age. elearnspace. Disponível aqui.

Siemens, George (2010). Teaching in Social and Technological Networks. Connectivism. Disponível aqui.

Synthesia. (n.d.). Synthesia: AI video generation platform. Synthesia. https://www.synthesia.io/

sábado, 22 de março de 2025

Ecossistema de Educação Digital

 O que é um Ecossistema de Educação Digital, como se pode desenvolver, quem são os seus "habitantes" humanos e não humanos, que espaços podem ser criados, que configurações pode assumir?

Um ecossistema de educação digital é, essencialmente, um conjunto de interações entre tecnologias, recursos pedagógicos e as pessoas que o habitam, com o objetivo de promover uma aprendizagem rica, adaptável e inclusiva. Este ecossistema não se limita ao uso de ferramentas tecnológicas, mas integra uma série de elementos que interagem entre si para criar ambientes de aprendizagem dinâmicos e personalizados.

Desenvolver um ecossistema de educação digital envolve uma série de etapas que, embora complexas, são essenciais para garantir que o ambiente seja eficiente e eficaz. Em primeiro lugar, é necessário entender as necessidades pedagógicas e tecnológicas dos alunos e professores. A partir daí, pode-se selecionar as ferramentas mais adequadas, como plataformas de aprendizagem, ferramentas colaborativas e recursos digitais, como as ferramentas da Web 2.0 mencionadas por Carvalho (2008), que facilitam a partilha de conteúdos e a interação em tempo real.

A criação desse ecossistema também implica a integração de várias plataformas de aprendizagem, que podem incluir ambientes virtuais, redes sociais educativas, fóruns de discussão e ferramentas de gestão de conteúdos. Estas devem ser integradas de forma fluida, permitindo uma transição simples e eficaz entre os diferentes espaços de aprendizagem. Além disso, é fundamental que o ecossistema permita a personalização da aprendizagem, ou seja, que cada aluno tenha acesso a conteúdos e atividades adaptados ao seu ritmo, interesses e necessidades, como se propõe na era híbrida e na educação disruptiva discutidas por Moreira (2020).

O ecossistema pode assumir várias configurações e formar diferentes tipos de espaços digitais. Podem ser criados ambientes síncronos, onde os alunos interagem em tempo real com os professores, e ambientes assíncronos, que permitem uma aprendizagem mais flexível e autónoma. Além disso, espaços colaborativos, como wikis e blogs, promovem a interação entre os alunos, e ferramentas de feedback em tempo real ajudam a melhorar o processo de aprendizagem.

Os "habitantes" deste ecossistema são, fundamentalmente, os alunos, os professores, os gestores educativos e os próprios recursos tecnológicos. Os alunos são os protagonistas, e é em torno das suas necessidades e comportamentos que todo o ecossistema deve ser planeado. Os professores desempenham o papel de guias, apoiando os alunos no uso das ferramentas tecnológicas e ajudando-os a desenvolver as competências digitais necessárias. Já os gestores educativos têm um papel crucial na definição das diretrizes pedagógicas e na garantia de que as tecnologias estão a ser utilizadas de forma eficaz e inclusiva.

Em termos de recursos não-humanos, temos as próprias ferramentas tecnológicas, como plataformas de aprendizagem, aplicativos, sistemas de gestão de conteúdo e infraestruturas tecnológicas que suportam todo o ecossistema. Também são fundamentais os conteúdos digitais, que podem variar desde textos e vídeos até jogos educativos e simulações, todos pensados para enriquecer a experiência de aprendizagem.  Quando falo em "recursos não-humanos", refiro-me principalmente às ferramentas tecnológicas que sustentam o ecossistema de educação digital. No entanto, reconheço que a expressão pode dar a entender que esses recursos têm um papel ativo na interação, o que não é exatamente o caso.

Se o foco for a questão da interação, é importante fazer uma distinção clara:

Ferramentas Tecnológicas de Suporte – São os ambientes virtuais de aprendizagem, plataformas de gestão de conteúdos, fóruns e aplicações digitais que ajudam a estruturar a comunicação e a organização do ensino, mas que, por si só, não interagem de forma autónoma.

Agentes Inteligentes e Sintéticos – Aqui entram os chatbots, tutores virtuais e sistemas baseados em inteligência artificial, que de facto interagem com alunos e professores. Estes sistemas são capazes de fornecer feedback, ajustar percursos de aprendizagem e adaptar conteúdos com base nas necessidades e no comportamento dos utilizadores.

Se a intenção é realçar os elementos do ecossistema que estabelecem uma interação mais ativa, então faz sentido esclarecer que essa "conversa" acontece, sobretudo, quando falamos de agentes sintéticos e IA.

O ecossistema de educação digital pode, assim, assumir diversas formas, adaptando-se às necessidades específicas de cada contexto. Pode ser híbrido, misturando o ensino presencial com o digital, ou totalmente digital, promovendo uma aprendizagem completamente mediada por tecnologias. Em qualquer caso, a flexibilidade e a colaboração são elementos chave para garantir que todos os participantes — alunos e professores — possam beneficiar de uma experiência de aprendizagem mais rica e significativa.

Este tipo de ecossistema, como sugerido pelo Plano de Ação para a Educação Digital (2021-2027), não é apenas uma questão de adotar tecnologia, mas sim de criar um ambiente que seja dinâmico, interativo e que permita aos alunos aprender de forma personalizada, desenvolvendo não apenas competências académicas, mas também digitais e colaborativas. O sucesso desse modelo depende da colaboração de todos os envolvidos e da capacidade de adaptação a um mundo em constante mudança.

 

Referências

CARVALHO, Ana Amélia Amorim, org. – “Manual de ferramentas da Web 2.0 para professores”. Lisboa : Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação, 2008. ISBN 978-972-742-294-4.

Plano de Ação para a Educação Digital (2021-2027) - European Education Area

https://education.ec.europa.eu/pt-pt/focus-topics/digital-education/action-plan

Moreira, J. A. (2020). Era híbrida, educação disruptiva e ambientes de aprendizagem [Vídeo]. YouTube.

 



 




quinta-feira, 20 de março de 2025

Tema 1: Avaliação Pedagógica - Caminhos de mudança

 Atividade 1

(Atividade a pares seguida de discussão no grande grupo)

  13 a 28 de março 

Competências a desenvolver

  • Analisar a evolução do conceito de avaliação pedagógica;
  • Caracterizar a avaliação como processo de assistência à aprendizagem;.
  • Analisar os caminhos de reforma da avaliação na educação superior em articulação com os princípios teóricos descritos.

 

Orientações de Trabalho

1º) Constituição de pares e indicação dos mesmos no fórum da atividade;

2º) Leitura e análise dos textos disponibilizados;

3º) Elaboração e apresentação de um texto de 500 palavras sobre as ideias chave dos textos analisados e os pontos de articulação entre ambos (até 25 de março);

4º) Análise dos textos e debate em fórum sobre os mesmos (25 a 28 de março).

sábado, 15 de março de 2025

1.Temáticas para o pré-projeto

Orientações do trabalho:

  • Abra um tema no fórum para falar do seu projeto (até 13 de março)
  • Identifique o/a tema/problemática principal
  • Identifique bibliografia que conheça do tema/problemática
  • Formular um problema específico
  • Comente o projeto de dois colegas, contribuindo com, pelo menos, uma referência bibliográfica para as temáticas que o/a seu/sua colega vai abordar (até 27 de março)
  • Apresente um resumo do capítulo 1 do seu projeto (máximo 2 páginas) e agende uma sessão de videoconferência com o docente (até 10 de abril)

segunda-feira, 10 de março de 2025

1. Conceito de Projeto

 1. Conceito de Projeto

Lista de secções

    • Neste tópico foi apresentado pelo Professor da UC: 

      Tarefas

      1. Leia o documento "Estrutura de Projeto". Vamos focar apenas no capítulo 1.
      2. Abra um tema no fórum para falar do seu projeto
        • Identifique o/a tema/problemática principal
        • Identifique bibliografia que conheça do tema/problemática
        • Formular um problema específico
      3. Comente o projeto de dois colegas, contribuindo com, pelo menos, uma referência bibliográfica para as temáticas que o/a seu/sua colega vai abordar
      4. Apresente um resumo do capítulo 1 do seu projeto (máximo 2 páginas) e agende uma sessão de videoconferência com o docente

      Datas limite para cada tarefa

      1. Ao longo da UC
      2. 13 de março
      3. 27 de março
      4. 10 de abril
    • Cada projeto é único. Vamos discutir os vossos projetos, contribuir para os projetos de um e de outros e começar a primeira peça deste trabalho. Vamos dedicar este tema ao capítulo 1 do documento orientador desta UC "Estrutura de Projeto".

    • Miranda & Cabral (pp.1-22)