Reflexão_Avaliação Pedagógica - Caminhos de mudança
Par B : Rosa Luisa Gaspar e Marisa Ferreira
Após as leituras infiro o seguinte:
No texto de Pinto (2016), o autor fala sobre a evolução da avaliação na educação, passando de um modelo mais simples e linear, que apenas mede os conhecimentos dos alunos, para uma abordagem mais complexa e reflexiva. Pinto defende que a avaliação não deve ser vista apenas como uma forma de classificar ou testar o conhecimento dos alunos, mas como um instrumento contínuo que ajuda no desenvolvimento e aprendizagem ao longo do processo educativo. A avaliação, segundo ele, deve ser flexível e adaptada ao contexto dos alunos, promovendo um feedback constante que possibilite o crescimento contínuo.
Boud (2020) discute, por sua vez, os desafios da reforma da avaliação, especialmente no contexto da educação superior. Ele aponta que, embora seja clara a necessidade de mudanças, as práticas tradicionais continuam a ser fortemente utilizadas, dificultando a implementação de novas abordagens. O autor defende que a avaliação deveria ser integrada ao processo de aprendizagem, de forma contínua, oferecendo feedback ao longo do percurso dos alunos, ao invés de ser apenas um momento final, como exames ou provas. Dessa maneira, a avaliação tornaria o processo de aprendizagem mais dinâmico e eficiente.
Ao refletir sobre os textos, podemos perceber que ambos os autores concordam com a ideia de que a avaliação precisa de uma transformação. Em vez de ser um momento único de verificação de aprendizagem, a avaliação deve ser contínua, interligada com o processo educativo e voltada para o acompanhamento do desenvolvimento do aluno. Pinto (2016) e Boud (2020) enfatizam a importância da avaliação formativa, que se dá durante o processo, com o objetivo de apoiar os alunos e ajudá-los a melhorar. Além disso, ambos destacam que a avaliação deve ser adaptada às necessidades de cada aluno e ao contexto educacional em que se insere, para que seja realmente eficaz.
Em suma, esses textos sugerem que a avaliação deve ser encarada como um processo dinâmico e flexível, que contribui para o aprendizado dos alunos de forma contínua, oferecendo feedback e orientação ao longo de sua trajetória educativa. Esse movimento para uma avaliação mais formativa e menos centrada em exames finais é um passo importante para tornar o processo de aprendizagem mais relevante e significativo.
Referências:
Pinto, J. (2016)"A avaliação em educação: Da linearidade dos usos à complexidade das práticas", in: L.Amante & I.Oliveira (coords) "Avaliação das Aprendizagens: Perspetivas , contextos e práticas. Lisboa: Le@D, Universidade Aberta (3-40). http://hdl.handle.net/10400.26/21798
Boud, D. (2020). Retos en la reforma de la evaluación en educación superior: una mirada desde la lejanía.RELIEVE, 26(1), art. M3. http://doi.org/10.7203/relieve.26.1.17088
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