O papel do aluno no e-Learning
O aluno no eLearning deve assumir um papel ativo, autónomo e colaborativo, participando na construção do conhecimento. Segundo Anderson (2008), a eficácia do ensino online depende do envolvimento do estudante, da sua interação com os conteúdos e da colaboração com pares e professores. Garison (2000) reforça esta visão, defendendo um modelo de aprendizagem transacional, no qual o aluno é um agente ativo no seu próprio percurso.
Siemens (2004) destaca que, no Conectivismo, a aprendizagem ocorre através da interação com redes de conhecimento, exigindo competências para explorar e conectar informações criticamente. Já Neves e Morgado (2022) apontam a autorregulação e a adaptação como desafios fundamentais no ensino a distância.
Assim, o estudante no eLearning não é apenas um recetor de conteúdos, mas um participante ativo que constrói conhecimento através da interação, colaboração e uso estratégico da tecnologia, sendo o seu sucesso determinado tanto pelas metodologias docentes como pela sua capacidade de gerir a própria aprendizagem num ambiente digital dinâmico.
Referências
Anderson, T. (2008). Teaching in an online learning context. In T. Anderson (Ed.), Theory and practice of online learning (2ª ed.). Athabasca University: AU Press.
Garrison, D. R. (2000). Theoretical challenges for distance education in the 21st century: A shift from structural to transactional issues. The Quarterly Review of Distance Education, 1(1), 1–17. https://www.researchgate.net/publication/26455170_Theoretical_Challenges_for_Distance_Education_in_the_21st_Century_A_Shift_from_Structural_to_Transactional_Issues
Neves, A. M., & Morgado, L. (2022). A gestão multi-agendas do estudante a distância. In L. Morgado, M. L. Aires, F. Seabra, J. Paz, & A. Rocha (Eds.), Formação avançada integrada no LE@D 2021-2022 (pp. 49–54). LE@D, Universidade Aberta. https://doi.org/10.34627/leadf.2022.5
O papel do aluno no e-Learning
Autonomia e AutorregulaçãoNo ensino a distância, os estudantes precisam de desenvolver competências de gestão do tempo e autorregulação da aprendizagem (Neves & Morgado, 2022). Sem a estrutura fixa de um ambiente presencial, cabe ao aluno organizar o seu percurso de aprendizagem, conciliando diferentes agendas e responsabilidades.
Neves, A. M., & Morgado, L. (2022). A gestão multi-agendas do estudante a distância. In L. Morgado, M. L. Aires, F. Seabra, J. Paz, & A. Rocha (Eds.), Formação avançada integrada no LE@D 2021-2022 (pp. 49–54). LE@D, Universidade Aberta. https://doi.org/10.34627/leadf.2022.5
Interação e comunicação

A aprendizagem online não ocorre de forma isolada. Segundo Anderson (2008), a interação entre estudantes, professores e conteúdos é essencial para um ambiente de eLearning eficaz. A participação em fóruns de discussão, atividades colaborativas e redes sociais de aprendizagem são fundamentais para a construção do conhecimento.
Anderson, T. (2008). Teaching in an online learning context. In T. Anderson (Ed.), Theory and practice of online learning (2ª ed.). Athabasca University: AU Press.Reflexão critica e aplicação prática
Garrison (2000) defende que os estudantes no eLearning devem desenvolver uma postura reflexiva e crítica, sendo incentivados a aplicar o conhecimento adquirido a situações reais. Este processo fortalece a aprendizagem significativa e promove um maior envolvimento com os conteúdos.Garrison, D. R. (2000). Theoretical challenges for distance education in the 21st century: A shift from structural to transactional issues. The Quarterly Review of Distance Education, 1(1), 1–17. https://www.researchgate.net/publication/26455170_Theoretical_Challenges_for_Distance_Education_in_the_21st_Century_A_Shift_from_Structural_to_Transactional_Issues
Uso Estratégico da Tecnologia
Os estudantes precisam de saber utilizar ferramentas digitais de forma eficaz para otimizar a aprendizagem. Yalçın (2022) destaca que a literacia digital e a capacidade de adaptação a diferentes plataformas são competências essenciais para os alunos no ensino online.Desta forma, no eLearning, o estudante é muito mais do que um recetor passivo de informação—é um participante ativo, que aprende através da interação, colaboração e uso estratégico das tecnologias digitais
Referência
Yalçın, Y. (2022). Learner characteristics and competencies. In Handbook of open, distance and digital education. Springer, Singapore. https://doi.org/10.1007/978-981-19-0351-9_51-1
Envolvimento ativo
Siemens (2004) propõe que, no contexto do Conectivismo, o aluno deve ser capaz de explorar, filtrar e conectar informações provenientes de diversas fontes. Assim, em vez de apenas consumir conteúdos, o estudante torna-se um co-construtor do conhecimento, participando ativamente em debates, projetos e atividades interativas.Siemens, G. (2004, December 12). Connectivism: A learning theory for the digital age. elearnspace. http://www.elearnspace.org/Articles/connectivism.htm
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