Atividade 1
(Atividade a pares seguida de discussão no grande grupo)
13 a 28 de março
Competências a desenvolver
- Analisar a evolução do conceito de avaliação pedagógica;
- Caracterizar a avaliação como processo de assistência à aprendizagem;.
- Analisar os caminhos de reforma da avaliação na educação superior em articulação com os princípios teóricos descritos.
Orientações de Trabalho
1º) Constituição de pares e indicação dos mesmos no fórum da atividade;
2º) Leitura e análise dos textos disponibilizados;
3º) Elaboração e apresentação de um texto de 500 palavras sobre as ideias chave dos textos analisados e os pontos de articulação entre ambos (até 25 de março);
4º) Análise dos textos e debate em fórum sobre os mesmos (25 a 28 de março).
Reflexão pessoal sobre o processo de trabalho
Atividade 1 – Caminhos de mudança na Avaliação Pedagógica
O início deste percurso foi marcado pela constituição dos pares de trabalho, que revelou ser muito mais do que uma simples organização logística. Foi o primeiro passo para estabelecer relações de confiança e colaboração, fundamentais para o desenvolvimento do processo. Trabalhar a dois exigiu de mim uma abertura genuína ao diálogo, a capacidade de negociar ideias e de gerir ritmos e expectativas diferentes, algo que hoje reconheço como uma aprendizagem essencial.
As leituras propostas aprofundaram a minha reflexão sobre a avaliação, mostrando que esta já não pode ser vista como um processo linear e simplista. Pinto (2016) enfatiza a transição da avaliação da linearidade dos seus usos para a complexidade das práticas, o que me levou a questionar e revisitar crenças e práticas que até então considerava naturais. Foi um convite a olhar a avaliação como um fenómeno dinâmico, plural e multifacetado, que envolve vários atores e contextos.
A elaboração do texto conjunto foi um verdadeiro exercício de escuta ativa e construção coletiva. Implicou articular a minha interpretação com a do meu par, identificar pontos de convergência, mas também aprender a ceder, ajustando argumentos em busca de consensos. A escrita colaborativa revelou-se, assim, um processo não linear, feito de reescritas, negociações e crescimento conjunto.
Para além disso, a discussão no fórum alargado permitiu alargar horizontes, confrontando diferentes experiências e pontos de vista. Seguindo Boud (2020), reconheço que a reforma da avaliação em educação superior implica precisamente esse olhar distante e crítico, que valoriza o confronto construtivo e a diversidade de vozes. Este momento mostrou-me como a pluralidade enriquece o pensamento coletivo e fortalece práticas mais reflexivas e inclusivas.
Este primeiro passo confirmou-me que a mudança na avaliação pedagógica passa, inevitavelmente, pela abertura ao diálogo, pela colaboração e pela aceitação da complexidade inerente aos processos educativos.
Recursos
Pinto, J. (2016)"A avaliação em educação: Da linearidade dos usos à complexidade das práticas", in: L.Amante & I.Oliveira (coords) "Avaliação das Aprendizagens: Perspetivas , contextos e práticas. Lisboa: Le@D, Universidade Aberta (3-40). http://hdl.handle.net/10400.26/21798
Boud, D. (2020). Retos en la reforma de la evaluación en educación superior: una mirada desde la lejanía.RELIEVE, 26(1), art. M3. http://doi.org/10.7203/relieve.26.1.17088
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